Teerã alerta que bases regionais dos EUA estão 'ao alcance' dos mísseis iranianos

© AFP 2022 / Sepah NewsImagem alterada digitalmente mostra lançamento de quatro mísseis em algum local não revelado no deserto iraniano (foto de arquivo)
Imagem alterada digitalmente mostra lançamento de quatro mísseis em algum local não revelado no deserto iraniano (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O ministro dos Assuntos Culturais e Sociais do Irã, Hossein Nejat, advertiu que o Irã poderia destruir os porta-aviões norte-americanos no golfo, caso os EUA ataquem o Irã.

"As bases americanas estão ao alcance dos nossos mísseis [...] Nossos mísseis destruirão os seus porta-aviões se eles cometerem algum erro", advertiu Nejat na terça-feira (9), acrescentando que "os americanos estão bem cientes das consequências de um confronto militar com o Irã".

O ministro também afirmou que a guerra não está na "agenda de Trump" e que o presidente dos EUA quer "arrastar Teerã para negociar através da máxima pressão", noticia o jornal al-Masdar News.

"O Irã colocou em risco a segurança de Israel e agora está perturbando a Arábia Saudita, a América e Israel. Teerã está combatendo a guerra nas fronteiras do inimigo e não em suas fronteiras", continuou Nejat.

A declaração veio após as observações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que alertou que o Irã está dentro do alcance dos caças israelenses F-35.

"O Irã ameaçou recentemente com a destruição de Israel […] Ele deve se lembrar que esses aviões podem alcançar qualquer lugar no Oriente Médio, incluindo o Irã, e certamente a Síria", disse Netanyahu em uma base da Força Aérea Israelense na terça-feira.

A afirmação do alto responsável israelense veio uma semana depois que Mojtaba Zolnour, presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, afirmou que, se os EUA atacarem o Irã, "restará apenas a Israel meia hora de vida útil".

Saída unilateral do acordo iraniano

As tensões entre Washington e Teerã têm se exacerbado desde maio de 2018, quando os Estados Unidos anunciaram a saída do acordo nuclear iraniano de 2015, apesar de o Irã cumprir o acordo de não desenvolver armas nucleares, conforme comprovado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A retirada dos EUA levou os outros signatários do acordo, incluindo a Rússia, China e várias potências europeias, a desenvolverem esforços para tentar recuperar o tratado.

Após a retirada unilateral americana, os EUA reinstituíram uma série de sanções que haviam sido levantadas contra o Irã nos termos do acordo nuclear. Além disso, Washington também introduziu novas sanções contra Teerã.

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