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Congressistas dos EUA acusam Assange de interferir nas eleições e trabalhar com a Rússia

© East News / UPI Photo/eyevineCongresso dos EUA
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Diversos legisladores dos EUA em ambas as casas do Congresso disseram nesta quinta-feira (11) que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deve ser responsabilizado por supostamente trabalhar com a Rússia para interferir nas eleições americanas.

Mais cedo, Assange foi preso na embaixada equatoriana em Londres. A polícia do Reino Unido confirmou que a prisão foi feita "em nome das autoridades dos Estados Unidos". O Equador retirou o asilo que havia concedido anteriormente a Assange.

Autoridades norte-americanas acusam Assange de conspiração para cometer invasões cibernéticas, informou o Departamento de Justiça em comunicado publicado hoje.

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"Agora que Julian Assange foi preso, espero que ele logo seja responsabilizado por sua intromissão em nossas eleições em nome do […] governo russo", disse o líder da minoria no senado americano, o democrata Chuck Schumer, através de sua conta no Twitter.

A Rússia negou diversas vezes que tenha quaisquer participações de interferência no sistema político dos EUA, dizendo que as alegações foram produzidas como justificativa para a derrota eleitoral da oponente do presidente Donald Trump, assim como para desviar a atenção do público de casos reais de fraude eleitoral e corrupção.

​O presidente do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA, o republicano Richard Burr, republicano, expressou em um comunicado, também nesta quinta-feira (11) que Assange deve enfrentar a Justiça por trabalhar como parte dos serviços de inteligência russos e conspirar para roubar informações confidenciais.

O senador democrata Bob Menendez, membro do Comitê de Relações Exteriores do Senado, disse que espera que o sistema judiciário americano responsabilize Assange "por seus crimes".

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Já o vice-presidente do Senado no Comitê de Inteligência, o democrata Mark Warner, disse em um comunicado à imprensa que os tribunais britânicos devem extraditar Assange para os Estados Unidos de forma rápida para que ele possa "finalmente ter a justiça que ele merece". Warner também afirmou que Assange trabalhou com a Rússia para ajudar a minar a segurança do Ocidente e dos EUA.

​A senadora republicana Lyndsey Graham, o deputado democrata Eliot Engel e vários outros legisladores fizeram comentários similares ao longo do dia.

A acusação de de invasão cibernética pode gerar a Assange uma sentença máxima de cinco anos. No entanto, especialistas e ex-oficiais de inteligência disseram que os Estados Unidos poderiam trazer acusações adicionais contra Assange.

Julian Assange ficou famoso após o WikiLeaks publicar um grande número de arquivos vazados, incluindo alguns se referindo às operações militares dos EUA no Afeganistão e no Iraque, além das condições no campo de detenção de Guantánamo.

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Assange enfrentou críticas por não publicar alguns dos nomes nos arquivos, o que acredita-se que tenha acontecido para preservar informantes afegãos e funcionários dos EUA em risco no Afeganistão.

Desde 2012, Assange vivia dentro da Embaixada do Equador em Londres como forma de evitar sua extradição para a Suécia, onde enfrenta uma investigação sobre alegações de crimes sexuais.

Assange nega as acusações e as considera politicamente motivadas. A polícia sueca abandonou a investigação em 2017, mas Assange ainda estava receoso de ser extraditado para os Estados Unidos.

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