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Advogado da OAB: Equador cedeu a pressões imperialistas para suspender asilo de Assange

© AFP 2022 / RODRIGO BUENDIAPessoas assistem videoconferência com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, Quito, Equador, junho de 2016
Pessoas assistem videoconferência com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, Quito, Equador, junho de 2016 - Sputnik Brasil
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Marcelo Chalreo, presidente da Comissão de Direitos Sociais da OAB-RJ e membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos, disse em entrevista à Sputnik Brasil nesta quinta-feira que vê com profunda tristeza e indignação a prisão do ativista Julian Assange mais cedo em Londres. Para ele, condenável nesse caso foi a atitude do governo equatoriano.

Assange foi detido nesta manhã, na capital britânica, após uma decisão do presidente do Equador, Lenín Moreno, de suspender o asilo político concedido ao fundador do WikiLeaks, que se encontrava refugiado na embaixada equatoriana no Reino Unido desde 2012. Sua prisão teria ligação com um pedido de extradição feito pelos Estados Unidos, país que se sentiu lesado ao ter documentos secretos publicados pelo site do jornalista e hacker australiano.

Apoiante de Julian Assange, fundador do portal WikiLeaks, segurando cartaz, Londres, Reino Unido, 14 de novembro de 2016 - Sputnik Brasil
Editora-chefe da Sputnik sobre prisão de Assange: 'A hipocrisia mundial venceu'
De acordo com Chalreo, a decisão do Equador de expulsar Assange de sua embaixada fere regras do direito internacional que tratam de casos de asilo. Ele considera "desculpas esfarrapadas" as justificativas de Quito para suspender o asilo.

"A atitude do governo equatoriano é uma atitude absolutamente reprovável. O governo equatoriano deveria ter obrado há muito para conseguir um salvo-conduto para o Julian. E fez exatamente o contrário, entregando o Julian aos facínoras que querem destruí-lo. E querem destruí-lo por força daquilo que o Julian informou mundialmente, a respeito do comportamento dos governos norte-americanos ao longo de vasto período", disse o advogado em entrevista à Sputnik Brasil.

Para o especialista, o governo equatoriano cedeu a "pressões internacionais imperialistas, colonialistas" ao desistir de proteger o ativista.

"É realmente uma atitude deplorável, que não se coaduna com as regras de proteção internacionais aos direitos das pessoas."

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