EUA criam 'Grupo de Ação para Irã' para criar política de negociação com Teerã pós-sanções

© REUTERS / Kevin LamarqueO Secretário de Estado, Mike Pompeo, ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump durante reunião de gabinete em Washington (agosto de 2018)
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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, revelou hoje a criação de um novo grupo de ação para o Irã para coordenar e dirigir a política de Washington em relação a Teerã, na esteira da retirada dos EUA do acordo nuclear de 2015.

"Hoje tenho o prazer de anunciar a criação do Grupo de Ação para o Irã", disse Pompeo a repórteres. "O Grupo de Ação para o Irã será responsável por dirigir, revisar e coordenar todos os aspectos da atividade relacionada ao Irã do Departamento de Estado e se reportará diretamente a mim".

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O diretor de planejamento de políticas do Departamento de Estado, Brian Hook foi indicado como novo representante especial do Irã. Ele deve supervisionar a implementação de medidas diplomáticas quanto aos iranianos ao longo do governo Trump.

"O Grupo de Ação para o Irã impulsionará os esforços para alcançar o objetivo dos EUA de mudar o comportamento de Teerã e garantir que o Departamento de Estado esteja em sincronia com outros parceiros inter-agências, enquanto persegue sua missão", disse Mike Pompeo.

Além disso, o Grupo abordará todas as "manifestações da ameaça iraniana", motor de "instabilidade e violência" nas palavras de Hook. Para o representante, a "atividade desestabilizadora do Irã é ampla, mas inclui aspirações de desenvolver armas nucleares, seu apoio ao terrorismo, atividade cibernética maligna e a proliferação de mísseis balísticos".

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Antes da retirada dos EUA do acordo nuclear com o Irã, em maio, Hook lidava com as negociações com os países da União Europeia aliados dos EUA. O objetivo era chegar ao acordo de "tarifa zero" anunciado em julho  por Trump e pelo Comissário Europeu, Jean-Claude Juncker.

As relações dos EUA com o Irã se deterioraram após a decisão de Washington de se retirar do histórico acordo nuclear de 2015, em maio, bem como com a reimposição de sanções à República Islâmica. O movimento unilateral foi contestado por outros signatários do acordo, que prometeram tentar salvar o compromisso assumido.

Em 7 de agosto, os Estados Unidos oficializaram o primeiro pacote de sanções contra Teerã, que tem como alvo a compra de notas de dólares pelo Irã, o comércio de ouro e outros metais e transações envolvendo a moeda nacional. O segundo pacote está previsto para novembro, quando as exportações de petróleo e o setor de energia do Irã devem ser impactados.

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Em resposta à reimposição de Washington das sanções anti-iranianas, a União Europeia ativou seu Estatuto de Bloqueio, protegendo as empresas que negociam com o Irã de sofreram danos pela aplicação de sanções por um terceiro país. O objetivo é tentar resguardar empreendimentos europeus que convençam Teerã a permanecer no acordo mesmo sem os EUA.

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