Ameaça da Rússia e China? Analista comenta planos dos EUA de instalar armas no espaço

© Fotolia / 3000adSatélite na órbita terrestre (imagem referencial)
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Em Washington estão discutindo a possibilidade de posicionar elementos da defesa antimíssil no espaço, conforme a mídia norte-americana. O especialista militar Boris Rozhin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, avaliou a probabilidade de estes planos virarem realidade.

A edição Defense News, com referência ao chefe da Agência da Defesa Antimíssil, Samuel Greaves, escreveu que o Pentágono e o Congresso dos EUA estão discutindo "ativamente ao longo do último ano" planos para posicionar elementos da defesa antimíssil no espaço. Em particular, trata-se da instalação no espaço de sensores especiais.

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Há informações de que a base para tal programa será o já existente sistema de alerta sobre atividade no espaço. O orçamento de defesa aprovado pelo Congresso prevê que o desenvolvimento e a implementação deste sistema de sensores deverão estar concluídos até 31 de dezembro de 2022.

Na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista militar Boris Rozhin sublinha que os EUA estão seguindo o seu plano de posicionamento de armas no espaço.

"Os EUA estão efetuando ativamente a preparação da opinião pública para o futuro aumento do orçamento militar e desenvolvimento da corrida às armas de altas tecnologias. Vemos isso tanto na esfera das armas convencionais, como na preparação para a modernização das forças nucleares dos EUA. Além do desenvolvimento dos elementos terrestres da defesa antimíssil na Europa, vemos ainda a preparação para uma grande corrida armamentista no espaço", disse Rozhin.

Conforme ele, o pretexto para isso é a alegada ameaça para os satélites americanos por parte da Rússia e da China.

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"Referindo-se à alegada ameaça 'inevitável' por parte da Rússia e China, eles se preparam para elaborar meios de defesa antissatélite, bem como de ataque, e no futuro — meios de ataque espaço-terra. É claro que da ideia até à prática pode passar muito tempo, mas, se tal política for aprovada, já no próximo ano, nas audições do Senado sobre o aumento do investimento na defesa, poderemos ver tentativas de alocar muito mais dinheiro para tais programas. Daí que, a propósito, as declarações sobre a necessidade de criar as forças espaciais, o que há pouco já foi feito. E, sem dúvida, no âmbito da mesma política será canalizado dinheiro para a criação de novos tipos de armas", concluiu Boris Rozhin.

Atualmente, nenhum país tem armas no espaço, embora, conforme os acordos internacionais, a proibição de posicionamento se refira apenas a armas de destruição maciça.

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