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EUA gastam mais com Viagra para militares que com transgênero? Sim, mas há um porém...

© REUTERS / Carlo AllegriMultidões de pessoas protestam em Times Square, Nova York, contra o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Trump, de que ele planeja restaurar a proibição de pessoas transexuais de servir às Forças Armadas dos EUA.
Multidões de pessoas protestam em Times Square, Nova York, contra o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Trump, de que ele planeja restaurar a proibição de pessoas transexuais de servir às Forças Armadas dos EUA. - Sputnik Brasil
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Um vídeo postado pelo portal Buzzfeed na noite de quinta lançou polêmica nas redes sociais. De acordo com a publicação, as Forças Armadas americanas gastariam dez vezes mais com viagras para os militares que com os tratamentos de transição de gênero feitos por transexuais. A informação está correta, mas faltou mencionar o porquê.

Após o banimento de militares transexuais das Forças Armadas dos EUA imposto por Trump, muitos foram os que protestaram nas redes sociais contra a decisão. Na noite de ontem, um vídeo do Buzzfeed acendeu a polêmica: são US$84 mi gastos todos os anos com viagras (utilizado para disfunção erétil) contra US$ 8,4 mi usados para a transição de gênero de militares.

O valor foi inicialmente mencionado pelo Military Times e posteriormente reproduzido. A estimativa mostrava que desde 2011, US$ 294 milhões foram empregados para a compra do medicamento. O gasto, porém, não é injustificado.

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De acordo com a BBC, citando relatórios do próprio Pentágono, apenas 10% das mais de 1,18 milhão de receitas de Viagra requisitadas ao sistema de saúde do Departamento de Defesa, foram feitas para militares na ativa. Os outros 90%, portanto, vêm de oficiais na reserva (a maioria aposentados) e seus familiares que também são cobertos pelo seguro de saúde estatal.

O problema também é recorrente em jovens militares que retornam de zonas de conflito como o Iraque e o Afeganistão. Um estudo do Serviço de Vigilância de Saúde das Forças Armadas mostrou que mais de 100 mil soldados tinham relatado disfunção erétil ao retornar para casa, metade destes por estresse pós-traumático (PTSD na siga em inglês).

Reação

O post rendeu comentários contra e a favor do banimento. Outros criticaram a manipulação de dados do portal.

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Um internauta identificado como Jason Miller criticou dizendo que "embora eu esteja em desacordo com a decisão de Trump de proibir transgêneros nas Forças Armadas, fico realmente aborrecido com o argumento do Viagra. A razão pela qual os veteranos recebem Viagra é a mesma razão pela qual eles recebem medicação para PTSD. Eles têm condições (físicas/mentais) que causam disfunção erétil […] como efeito colateral".

Jéniffer de León também engrossou o coro de críticas. "O fato de vocês continuarem mostrando indica vocês que não se importam ou você ESQUECERAM sobre nossos veteranos. Existem 21,8 milhões de veteranos e 1,4 milhões de militares na ativa. Faz as contas", afirmou a internauta.

O vídeo do Buzzfeed, porém, traz uma informação importante: os EUA gastaram US$3,6 mi com cada uma das quatro viagens que Trump realizou ao seu resort Mar-A-Lago na Flórida desde o início do mandato. Embora as viagens tenham sido feitas para receber líderes mundiais, como o presidente chinês Xi Jinping em março, tais encontros poderiam ter sido realizados na Casa Branca como de praxe. Quanto a este fato, não há contra-argumento.

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