Governo da Coreia do Sul explica pílulas de Viagra encontradas no gabinete presidencial

© AP Photo / Mary AltafferPark Geun-hye, presidente da Coreia do Sul.
Park Geun-hye, presidente da Coreia do Sul. - Sputnik Brasil
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Um porta-voz afirmou que tratava-se de remédio "alternativo" para combate aos efeitos da altitude no organismo; episódio é mais um da crise de governabilidade no país asiático, que já levou a renúncias e demissões.

O Governo da Coreia do Sul confirmou ter comprado 360 pílulas de viagra para a presidente do país, Park Geun-hye e para a equipe presidencial. Comprimidos do medicamento, usado majoritariamente para facilitar a ereção, foram encontrados no gabinete de Geun-hye. O governo, porém, disse que as pílulas foram adquiridas como tratamento alternativo ao mal-estar causado pela altitude em vôos.

"Após viajar à América do Sul em abril, a comitiva presidencial se queixou de que as pílulas para o mal de altura quase não faziam efeito, por isso que fomos de novo aos médicos na busca de um remédio alternativo", explicou um porta-voz sul-coreano.

Park Geun-hye durante um discurso na Casa Azul, residência oficial de presidentes da Coreia do Sul - Sputnik Brasil
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O mesmo porta-voz disse que médicos receitaram as pílulas de viagra para a posterior viagem no final de maio à Etiópia, Uganda e Quênia, com capitais conhecidas pelo ar rarefeito e altitude. Porém, ainda de acordo com a fonte oficial, "as pílulas não foram usadas", já que nem a presidente e nem sua comitiva sofreram de mal de altura na ocasião.

Crise causa renúncias

O episódio do Viagra é só mais um em um cenário bizarro que há meses vem comprometendo a governabilidade de Park Geun-hye. O escândalo começou quando investigações provaram que a amiga da presidente Choi Soon-sil teria cometido tráfico de influência e ingerência em políticas de Estado, mesmo sem ocupar nenhum cargo público. O pano de fundo da história envolve conchavos e até acusações de bruxaria.

Nesta quarta (23),  o secretário presidencial de assuntos civis, Choi Jai-kyeong e o titular da Justiça, Kim Hyun-woong apresentaram suas demissões após acusações da promotoria de que teriam atuado como cúmplices de Geun-hye e de Soon-sil.

A presidente foi intimada ontem a depor à Promotoria do país. Os promotores também interrogaram o vice-presidente e herdeiro da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, e outros diretores. A suspeita é de que o grupo teria desviado US$ 17,3 milhões para fundações operadas por Choi Soon-sil e US$ 2,9 milhões para uma empresa dela na Alemanha.

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