Escândalo do doping: Acusações contra governo russo serão retiradas

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O autor do chamado "relatório McLaren", sobre a suposta participação de Moscou na criação de um sistema governamental para falsificar os controles antidopagem, reconheceu que o documento possuía erros. A informação é do chefe da Comissão Pública Independente Antidopagem, Vitaly Smirnov.

Ele informou a repórteres que manteve uma conversa de três horas com o advogado Richard McLaren, em que este "admitiu que vai retirar as acusações sobre a participação das autoridades russas na criação de um sistema de dopagem no esporte". Smirnov também destacou que o relatório possuía erros "fundamentais" que estão sendo corrigidos agora. 

De acordo com o funcionário russo, no momento de reconhecer oficialmente o relatório, o próprio McLaren admitiu que "não se encaixam todos os detalhes". 

Da esquerda para a direita: Conor Dwyer, Townly Haas, Ryan Lochte e Michael Phelps, nadadores americanos que conquistaram ouro olímpico na Rio 2016, no quarto dia das competições de estafeta 4x200 - Sputnik Brasil
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Anteriormente, uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (WADA), liderado por Richard McLaren, investigou o uso de substâncias proibidas por atletas russos durante os Jogos Olímpicos de Sochi 2014 e outros eventos internacionais.

A investigação concluiu que mais de 1.000 atletas que ou estavam envolvidos em manipulações de teste de doping ou foram beneficiados nestes. A comissão então afirmou que se tratava de uma prática de doping institucionalizada no qual estariam envolvidos o Ministério do Esporte russo, a agência anti-doping russa Rusada, o Centro de Preparação Esportiva, assim como o Laboratório Anti-Doping de Moscou. Tanto o Ministério do Esporte quanto o Kremlin negaram de forma veemente as acusações e considerando-as "infundadas".

As investigações realizadas por McLaren levaram à suspensão dos atletas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016. Sete meses após a conclusão dos Jogos Olímpicos, a WADA admitiu que o relatório da McLaren não tinham evidências para culpar os atletas russos.

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