Efeito Trump? Consultoria diz que pesquisas estão subestimando chances de Le Pen na França

© AFP 2022 / KIRILL KUDRYAVTSEV Marine Le Pen, candidata presidencial francesa visita Moscou em maio de 2015
Marine Le Pen, candidata presidencial francesa visita Moscou em maio de 2015 - Sputnik Brasil
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A consultoria Pantheon indicou em relatório que a candidata da Frente Nacional e maior representante da extrema-direita francesa, Marine Le Pen pode ter mais chances de vencer as eleições presidenciais em 2017 do que mostram as pesquisas realizadas até agora. Seria um novo efeito Trump?

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No ano passado, Donald Trump surpreendeu o mundo inteiro a contrariar todos os levantamentos realizados sobre quem venceria a disputa pela Casa Branca — projeções davam a vitória a Hillary Clinton com margens que beiravam os 80% de certeza — e se provou o favorito de uma "maioria silenciosa". Especialistas argumentaram à época que algumas pessoas tinham vergonha de dizer aos institutos de pesquisa que votariam no republicano.

A distorção tem até nome: Efeito Bradley, em homenagem ao prefeito Tom Bradley que em 1982 perdeu a disputa ao governo do estado da Califórnia mesmo com as pesquisas mostrando clara liderança a seu favor. Segundo a teoria, eleitores tendem a dizer ao entrevistador dos órgãos de pesquisa a opção "politicamente correta" ou "socialmente aceitável". O mesmo pode estar acontecendo com Marine Le Pen na França.

Candidata populista, eurocética, anti-OTAN, a favor do protecionismo e da defesa de fronteiras, Le Pen lidera as intenções de votos no 1º turno das eleições presidenciais. Mas quando o assunto é o 2º turno, de acordo com levantamento do Ifop-Fiducial, ela perderia para o candidato de esquerda Emmanuel Macron, que teria 63% em detrimento dos 37% dela.

Porém, segundo o Pantheon, as chances dela são maiores que o indicado nas sondagens e podem surpreender. A escalada se deve principalmente porque o candidato da direita e ex-primeiro-ministro francês, François Fillon foi implicado em um caso de corrupção envolvendo sua esposa e outros dois parentes.

Acusado de pagar salários sem que estes desempenhassem qualquer função, Fillon se recusou a deixar a corrida eleitoral, mas viu suas chances despencarem. De favorito, passou a terceiro colocado.

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