Edição americana explica como Kiev fomenta conflito no leste da Ucrânia

© AP Photo / Evgeniy MaloletkaMilitares ucranianos em Donbass
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As ações dos militares ucranianos na "zona cinzenta" em Donbass, bem como a falta de políticos em Kiev que queiram a paz, provocam uma escalada do conflito no leste do país, comunica o jornalista Isaac Webb em seu artigo no jornal Foreign Policy.

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Ele lembra a nova etapa da escalada do conflito que se iniciou em 29 de janeiro nos arredores da cidade de Avdeevka.

Segundo o autor do artigo no Foreign Policy, Donbass vive em estado de verdadeira "guerra de grande escala", que pode provocar uma catástrofe humanitária.

Ambas as partes do conflito trocam acusações. Kiev está acusando a Rússia e Webb acredita que isso não é infundado, mas sublinha que não foram apresentadas nenhumas provas da participação das Forças Armadas russas no conflito.

O jornalista também reconhece o papel da movimentação de militares ucranianos na escalada do conflito.

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Desde o outono do ano passado, os militares ucranianos aumentaram a frequência de sua entrada na "zona cinzenta", território despovoado entre as partes em conflito. Em vários pontos este território se tornou um verdadeiro "barril de pólvora", adianta o autor.

"As Forças Armadas da Ucrânia reforçaram suas posições defensivas e fizeram avançar armamento pesado, incluindo tanques de combate que, de acordo com o segundo Acordo de Minsk, deveria ser retirado da linha da frente", afirma Webb.

Ele considera a inauguração de Trump como um pretexto importante para a nova onda de escalada no Leste da Ucrânia.

​"Kiev agora está menos disposto ao compromisso, porque a falta de confiança na atitude de Washington em relação ao conflito está crescendo", acrescenta jornalista.

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O presidente ucraniano Pyotr Poroshenko se aproveitou da escalada do conflito. Ele exortou o novo presidente norte-americano a não estreitar relações com Moscou. "Bombardeamentos maciços. Quem se atreveria a discutir a abolição de sanções em tais condições?", declarou ele na sua mensagem em vídeo em 31 de janeiro.

Webb acrescentou que após a vitória de Trump, que promete uma diminuição do apoio de Washington, Kiev está cada vez menos interessado em acordos sobre Donbass.

Entretanto, aqueles que tinham anteriormente defendido uma resolução pacifica do conflito se estão tornando em "falcões" e aqueles que apelam a compromissos enfrentam grandes ondas de crítica.

A falta de oposição à retórica militar do presidente ucraniano significa que muitos já não veem nenhuma possibilidade de alcançar a paz sem ser através da guerra, acrescentou Webb, exortando Kiev a ter um discurso mais moderado.

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