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Por que a situação em Donbass se intensificou justo agora?

© AFP 2021 / Aleksei FilippovMilitares ucranianos em Avdeevka em 1 de fevereiro de 2017
Militares ucranianos em Avdeevka em 1 de fevereiro de 2017 - Sputnik Brasil
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Analistas poloneses consideram que a escalada da tensão em Donbass possua ligação ao desejo de Putin de verificar a reação das novas autoridades norte-americanas.

Assim declarou em entrevista à edição niezalezna.pl Jerzy Targalsky, ensaísta e histórico polonês.

"Ele [Putin] quer se orientar na disposição dos poderes na equipe de Trump. Putin está testando até que ponto ele [Trump] pode chegar. Se os EUA não reagirem, Kremlin pode sentir-se liberto para usar sua força, por exemplo, na Moldávia", opina Targalsky.

Então, por que especialmente agora se intensificou a situação em Donbass? A Sputnik Polônia falou com Konrad Rekas, cientista político e analista do Centro europeu de pesquisas geopolíticas, para esclarecer o assunto.

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Compartilhando seu ponto de vista, Konrad Rekas lembra que, com o início dos ataques contra Donbass, foram apresentadas três versões como justificativa: a primeira estaria ligada a provocações por parte da Ucrânia; já a segunda defendia que a provocação vem dos militares ucranianos que buscam mostrar a inexistência de poder de Poroshenko, e, finalmente, a última baseia-se na ligação das ações da Ucrânia com autoridades norte-americanas anteriores e não atuais para desestabilizar as relações russo-americanas.

"As dúvidas foram divulgadas pelo próprio Poroshenko que declarou que, antes de tudo, tratava-se de sabotagem do processo de cancelamento das sanções, pois enquanto esteja acontecendo guerra, não se pode falar em revogação de sanções. A guerra — incentivada e apoiada por Poroshenko. Qual destas versões seria a mais provável?

Acredito que todas, de uma forma ou de outra. Com o caos vivido pela Ucrânia, fica difícil dizer", explica o cientista político.

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Konrad Rekas destaca que todo o mundo possa observar o roteiro único para desenvolvimento dos confrontos na Ucrânia: autoridades do país começam ofensivas enquanto as milícias até último momento tentam cumprir o cessar-fogo. Nestes dias, Kiev divulga informações sobre combates vencidos e territórios recuperados. No final das contas, as tropas irregulares perdem paciência e começam ataques bem-sucedidos e logo Kiev começa a "chorar" e a lamentar, pedindo ajuda à comunidade internacional.

"Notamos que Kiev vive bem apoiando a tensão em Donbass e aumentando de vez em quando a ameaça militar. Eu me refiro às elites políticas e econômicas de Kiev, pois a vida dos cidadãos simples se torna cada dia mais difícil. Mas as autoridades ucranianas não se preocupam com isso", disse o especialista polonês.

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O artigo polêmico do empresário ucraniano Viktor Pinchuk, publicado pelo Wall Street Jornal, deixou os círculos políticos ucranianos apreensivos. Neste artigo, Pinchuk propõe meios muito contraditórios de resolver o conflito no país, estando estes longe de condizer com os de Kiev: por exemplo, desistir da adesão à União Europeia, permitir realização das eleições em Donbass e desenvolver economia do país sem ajuda de parceiros ocidentais.

"A aparição do novo jogador no palco político ucraniano como Viktor Pinchuk, provoca preocupações na administração de Kiev que já sente a terra ardendo debaixo dos pés <…> Poroshenko já não sabe quem vai disparar nas suas costas. Ele começa a olhar para seus parceiros com apreensão, tentando adivinhar quem será o primeiro a aderir aos inimigos. Ninguém nesta companhia vai morrer por outro. É uma corja que tem a intensão de roubar a Ucrânia, trair um ao outro."

Os ucranianos tem apenas única esperança que a mudança no poder seja realizada de modo mais calmo possível, tentando não se envolver em novo Maidan, que levaria ao massacre dos simples cidadãos, concluiu Konrad Rekas.

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