Rússia e Irã ajudam residentes de Aleppo

© AFP 2022 / THAER MOHAMMEDVoluntários sírios carregam um ferido em Aleppo
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Após a derrota dos terroristas pelo exército sério e a libertação de 16 bairros na parte norte de Aleppo Oriental, se verificou uma situação humanitária difícil.

A Rússia e o Irã compreendem a gravidade do problema e não rejeitam sua responsabilidade pelo futuro de Aleppo e seus habitantes. Está sendo estudada uma operação humanitária conjunta russo-iraniana na cidade, declarou aos jornalistas o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano Ibrahim Rahimpur em Moscou, onde realizou nestes dias consultas com os seus colegas russos.

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A Rússia e o Irã têm, de acordo com alguns dados, realizado uma série de operações antiterroristas conjuntas bem-sucedidas na Síria. Neste momento é tempo de restituir o país à vida civil. Os militares russos estão prontos a garantir o mais rápido possível a passagem segura de comboios humanitários até às áreas de Aleppo libertadas dos terroristas. O Irã também tem interesse em participar da ação. O ministro das Relações Exteriores do Irã Hossein Sheikholeslam falou disso em entrevista à Sputnik Persa:

"Em primeiro lugar, gostaria de felicitar os residentes de Aleppo por eles terem conseguido escapar das mãos de terroristas implacáveis. Em segundo lugar, a República Islâmica do Irã considera seu dever fornecer tudo o que for necessário a todos os habitantes de Aleppo, que conseguiram sobreviver e escapar. Infelizmente, os terroristas cruéis destruíram todas as infraestruturas vitais da cidade. Estamos prontos para fornecer qualquer assistência que esteja dentro das nossas possibilidades. Todos se lembram que antes nós fornecemos apoio humanitário à Síria. Estamos prontos para continuar essas medidas com a cooperação ativa do exército e o governo sírios e com os nossos parceiros russos, cujos militares estão na Síria, bem como com os destacamentos de Hezbollah.

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Todos juntos nós tentaremos fornecer a assistência necessária a Aleppo o mais rápido possível. Estamos totalmente dispostos a realizar essa operação humanitária junto com a Rússia, iremos usar todos os nossos recursos, que temos na frente de batalha — tanto militares como financeiros. Vamos fornecer bens de primeira necessidade, especialmente água potável limpa, medicamentos, rações e roupas quentes, e também vamos enviar nossos médicos para Aleppo. O Irã já teve uma experiência semelhante na Síria, quando a outras regiões do país nós fornecemos ajuda humanitária e médica. Mas agora nós tentamos concentrar a nossa atenção principalmente em Aleppo."

Ao mesmo tempo, de acordo com analistas, a operação humanitária da Rússia e do Irã em Aleppo terá um impacto profundo e será uma grande revelação para o Ocidente. Foi o que disse o especialista independente iraniano em política regional Farzad Ramzani-Bonesh em entrevista à Sputnik Persa:

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"Falando da operação conjunta do Irã e da Rússia para fornecimento de ajuda humanitária aos residentes de Aleppo, devemos lembrar os pontos importantes. Durante os últimos dois anos, os atores ocidentais e seus aliados árabes acusaram sem parar os nossos países de só prestarem assistência militar a Bashar Assad em todas as frentes, mas ao mesmo tempo não fazerem nada para salvar as vidas dos civis apanhados no cerco. Mas isso é não assim, porque tanto a Rússia como o Irã, além de operações antiterroristas na Síria e apoio ao exército do governo sírio, sempre prestaram ajuda no salvamento de civis.

Mas, precisamente por os terroristas do Daesh, Frente al-Nusra e outros grupos usarem civis como escudos humanos, as operações humanitárias eram difíceis de concretizar. Agora que o exército de Assad, com apoio dos seus aliados, conseguiu alcançar progressos significativos e libertar grandes áreas, é uma melhor altura para o Irã e a Rússia, com suas operações conjuntas, lutarem contra a tática da guerra de informação que é realizada pelas mídias ocidentais e árabes, falsamente nos acusando de inação e falta de vontade para prestar ajuda humanitária aos civis sírios.

O Irã e a Rússia, cooperando com o governo sírio, necessitam de tomar todas as medidas necessárias o mais rapidamente possível para garantir a passagem segura de comboios humanitários e salvar os civis que ainda estão sendo usados pelos terroristas como escudos humanos."

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