Especialista: há algo semelhante entre a vitória de Trump e o Brexit

© REUTERS / /Mike SegarPresidencial Republicano Donald Trump com sua esposa Melania
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O candidato republicano Donald Trump venceu as eleições presidenciais nos EUA ao ganhar o número de votos necessário do Colégio Eleitoral.

Vale ressaltar que os resultados das eleições foram completamente diferentes das pesquisas anteriores que prediziam a vitória da democrata Hillary Clinton com uma vantagem de alguns pontos percentuais. No dia das presidenciais, Trump até sugeriu que uma parte das sondagens poderia ter sido fictícia.

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Em entrevista à Sputnik, Gevorg Mirzayan, professor do departamento de ciências políticas da Universidade de Finanças do governo da Rússia, opinou que a afluência dos eleitores às urnas desempenhou um papel importante.

Segundo ele, "Trump convenceu os eleitores a comparecerem nas seções eleitorais, pois quem ganha a maioria de votos é quem convence os seus eleitores a aparecerem nas eleições". 

Mirzayan compara a vitória de Trump ao Brexit traçando analogias, pois antes do referendo no Reino Unido a maioria era contra o Brexit, mas durante a votação eles votaram como achavam melhor – a favor do Brexit. Algo semelhante aconteceu nos EUA, acha o especialista.

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Segundo o professor, inicialmente as pessoas eram convencidas a não votar em Trump por que isso era "indecente" e elas escondiam suas verdadeiras simpatias. Além disso, "os afro-americanos, que desde o início preferiam Clinton em vez de Trump, no final não compareceram às urnas na sua maioria". Todos esses fatores contribuíram para a vitória final de Trump, considera Mirzayan.

A ministra da Defesa da Alemanha Ursula von der Leyen qualificou os resultados das eleições como "um grande choque". Segundo ela, Donald Trump sabe que a votação não foi a favor dele, mas sim contra a elite política que detém o poder em Washington.

Há também outras opiniões. Assim, o presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz considera que a vitória de Trump poderá dificultar as relações entre os EUA e a UE, confessando ter contado pessoalmente com a vitória de Clinton.

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Segundo ele, a Europa realmente apostou na vitória de Hillary Clinton, pois sabia como poderia construir as relações neste cenário. Mas a Europa não tem noção de como trabalhar com Trump, que saiu vitorioso na disputa presidencial, e nem a Rússia ainda o entende.

O especialista destaca que a maior culpa por um resultado tão inesperado é da agência CNN, pois foi essa mídia que durante toda a corrida presidencial semeou uma visão entre os eleitores de que Trump era um péssimo candidato, traidor, fascista, criando um ambiente de ódio por parte do eleitorado. Mas o resultado foi o oposto: a CNN obrigou os eleitores a esconderem que na realidade eles votariam em Trump, conclui Mirzayan.

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