Será que primeiro-ministro malaio será um segundo Duterte para os EUA?

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Primeiro-ministro malaio Najib Razak chega ao Radisson Blu Resort & Congress para participar das negociações - Sputnik Brasil
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Parece que o Sudeste Asiático está cada vez mais se afastando da influência norte-americana. A visita do primeiro-ministro malaio à China, que promete a celebração de diversos acordos de grande importância, poderá ser mais uma fase neste processo.

A visita do primeiro-ministro malaio Najib Razak à China vai durar uma semana e começar em 31 de outubro.  Será que ela significará um ponto de viragem para a política externa malaia, similar à marcada recentemente pelo presidente filipino Rodrigo Duterte?

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A política dos EUA no Mar do Sul da China sofreu um rude golpe durante a visita de Duterte a Pequim, quando ele anunciou oficialmente a ‘separação’ do seu país dos EUA e o ‘realinhamento’ com  ‘o rumo ideológico’ da China. A esta declaração ousada juntaram-se 13 acordos no valor de 13,5 milhões de dólares, abrangendo várias esferas de cooperação.

Hoje (31) a capital chinesa acolherá mais um visitante importante, o primeiro-ministro malaio Najib Razak, que vai ficar em Pequim durante uma semana inteira, junto com várias dezenas de altos funcionários e empresários.

"Vamos assinar muitos novos acordos que elevarão as relações entre os nossos países a um nível ainda mais alto", falou o primeiro-ministro no início desta semana.

Acredita-se que um dos pontos das conversações será o acordo sobre navios-patrulha. No início desta semana, esta informação foi publicada na conta do Facebook do Ministério da Defesa malaio, mas foi excluída depois que jornalistas da Reuters pediram um comentário ao ministério.

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A Reuters comunicou que o porta-voz da chancelaria chinesa, ao falar sobre o ‘vazamento’, frisou que a China e a Malásia estão continuando a "cooperar e comunicar-se regularmente em todas as esferas", mas não avançou mais detalhes. Segundo diz Lam Choong Wah, membro sênior da ‘Pesquisa para o Avanço Social’ (REFSA, sigla em, inglês), um instituto de pesquisa malaio, a Malásia talvez adquira 10 navios-patrulha de fabrico chinês, cada um custando cerca de 7 milhões de dólares.

“Na verdade poderíamos comprá-los a muitos outros países. Só que a China foi escolhida devido ao apoio prestado à Malásia durante o chamado escândalo financeiro 1MDB, que ameaçou a moeda nacional”, observou o perito.

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Apenas um mês atrás, a Malásia estava entre os países que se manifestaram contra as reivindicações de Pequim sobre as áreas do Mar do Sul da China. Neste momento, a compra de navios-patrulha à China significa "um sinal para os EUA de que a Malásia se afasta deles e se aproxima da China", diz Euan Graham, chefe do programa de segurança internacional no Instituto Lowy, com sede em Sydney.

Desta maneira, embora a retórica de Najib Razak não seja tão feroz como a de Duterte, os últimos acontecimentos indicam que a influência dos EUA na região parece estar se deteriorando.

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