Milícia curda e exército iraquiano começam operação para libertar Mossul

© AFP 2022 / AHMAD AL-RUBAYEPolicial iraquiano na base militar de Qayyarah a 60 quilómetros durante preparação para ofensiva de Mossul, Iraque, 16 de outubro de 2016
Policial iraquiano na base militar de Qayyarah a 60 quilómetros  durante preparação para ofensiva de Mossul, Iraque, 16 de outubro de 2016 - Sputnik Brasil
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As forças Peshmerga do Curdistão iraquiano lançaram na segunda-feira (17) por volta das 03h00 (00h00, horário de Brasília) uma ofensiva para retomar a cidade de Mossul no norte do Iraque, controlada pelo grupo terrorista Daesh, informou o comandante-geral dos peshmerga.

A operação contra o Daesh em Mossul poderá levar várias semanas ou até mais, disse à agência ABC News o chefe da coalizão internacional liderada pelos EUA, tenente-general Stephen Townsend, na segunda-feira.

Ele acrescentou que o exército iraquiano vai contar com apoio aéreo, de artilharia e de inteligência dos EUA ao longo da operação, indicando que ela "poderá se tornar uma batalha longa e dura".

A coalizão internacional liderada pelos EUA já informou que vai providenciar apoio às forças peshmerga do Curdistão iraquiano ao longo de toda a operação.

Segundo o comando peshmerga, cerca de 4 mil combatentes curdos participaram da operação, conforme o acordo entre o Curdistão iraquiano e o governo do Iraque.

"Os aviões da coalizão internacional atacaram as posições do Daesh no dia 16 de outubro e continuarão oferecendo apoio durante a operação", informou o comando.

Jamal Iminiki, chefe do Estado-Maior das forças peshmerga, informou que estas não entrarão em Mossul, conforme os acordos alcançados com o governo iraquiano.

A general view of a district in the city of Mosul. (File) - Sputnik Brasil
Forças iraquianas jogam panfletos sobre Mossul para avisar sobre a ofensiva
Segundo informou Iminiki à agência Rudaw, não se pode fazer quaisquer previsões sobre a tomada de Mossul:

"O Daesh possui forças consideráveis em Mossul, muitos militantes que foram forçados a sair das cidades iraquianas como Ramadi, Tikrit e Baiji podem estar em Mossul no momento, embora muitos deles pudessem ter ido para a Síria", ressaltou.

Em 16 de outubro o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou o início da operação militar para libertar a cidade de Mossul, no norte do Iraque, da ocupação do Daesh.

Mossul, considerada a segunda maior cidade do Iraque, tem cerca de 700 mil habitantes. O exército iraquiano, milícias xiitas e curdas, apoiados pela força aérea da coalizão internacional liderada pelos EUA, tentam, desde o mês de março, libertar a cidade do Daesh, que ocupou Mossul em junho de 2014.

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