EUA e estados da UE apoiam proposta da ONU de governo de unidade nacional Líbia

© AFP 2022 / ABDULLAH DOMASoldado l[ibio leal ao governo internacionalmente reconhecido patrulha uma rua na cidade costeira de Bengazi em 28 de fevereiro de 2015
Soldado l[ibio leal ao governo internacionalmente reconhecido patrulha uma rua na cidade costeira de Bengazi em 28 de fevereiro de 2015 - Sputnik Brasil
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Os governos de França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos emitiram uma declaração conjunta afirmando seu apoio à proposta feita pela ONU da formação de um governo para a Líbia de unidade e acordo nacional entre os candidatos.

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O chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL na sigla em inglês) Bernardino Leon anunciou a lista de candidatos para o governo de unidade nacional da Líbia nesta quinta-feira (8), dizendo que Fayez Sarraj estava sendo indicado como primeiro-ministro.

"Os governos da França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos afirmam seu apoio total ao texto final do quadro para um governo de acordo nacional e para os líderes líbios que irão formar este governo, escolhido pelos delegados da Líbia após prolongadas e difíceis negociações, facilitadas por Bernardino Leon e a equipa de mediação da ONU ", diz um comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA na sexta-feira (9).

Segundo o comunicado, a comunidade internacional está convidando as partes em disputa na Líbia para darem apoio urgentemente aos candidatos indicados pelas Nações Unidas e "irá isolar aqueles que não respeitarem o acordo político."

O governo de acordo nacional é fundamental para uma transição bem sucedida para uma democracia pacífica e estável na Líbia, salientaram os seis países na declaração conjunta.

"Não há mais tempo a perder. O Governo da acordo nacional servirá como entidade legítima na Líbia para garantir a proteção da população civil e para enfrentar a crescente ameaça de grupos terroristas antes que estes se enraízem mais ainda", disse o comunicado, acrescentando que "atrasos na formação de um governo de unidade só irão prolongar o sofrimento do povo líbio e beneficiar terroristas que procuram tirar proveito do caos".

O governo de unidade nacional irá garantir que armas não entrem mais na Líbia, exceto mediante seu pedido e em conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, bem como dos termos do referido acordo político, disse o comunicado.

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Os partidos políticos e o parlamento internacionalmente reconhecido da Líbia assinaram um acordo, distribuindo os poderes do país na cidade marroquina de Skhirat, no início de julho.

A Líbia se encontra em estado de turbulência desde o início de 2011, após os protestos da Primavera Árabe que levaram a uma guerra civil e a derrubada do líder de longa data do país, Muammar Kaddaf. A instabilidade interna permitiu que o Estado Islâmico (EI) ganhasse terreno no país.

Atualmente existem dois governos rivais na Líbia: o Conselho dos Deputados, internacionalmente reconhecido, baseado em Tobruk, e o auto-proclamado Congresso Nacional Geral, localizado na capital Tripoli.

Os candidatos ao governo propostos pelas Nações Unidas na quinta-feira (8) devem ser aprovados por ambos os governos.

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