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EUA confirmam o “desaparecimento” de 15 e-mails de Hillary

© REUTERS / Mike Segar Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos EUA e pré-candidata à presidência do país
Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos EUA e pré-candidata à presidência do país - Sputnik Brasil
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O Departamento de Estado dos EUA confirmou na quinta-feira (25) que o arquivo publicado esta semana, com os e-mails do servidor pessoal usado por Hillary Clinton durante seu tempo como chefe da diplomacia norte-americana, está incompleto.

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De acordo com o comunicado, 15 e-mails estão faltando no extenso material que a ex-senadora entregara previamente a um comitê parlamentar que investiga o ataque terrorista de 11 de setembro de 2012 à embaixada norte-americana em Benghazi, na Líbia.

Toda a correspondência desaparecida é anterior ao atentado, inclui escassas palavras escritas por Hillary e consiste mais em uma série de pretensos relatórios de inteligência passados a ela por seu confidente político de longa data Sidney Blumenthal, segundo disseram as autoridades.

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No entanto, o fato de o Departamento de Estado admitir não ter encontrado esses e-mails em seus arquivos certamente irá levantar novas questões sobre o uso que Hillary fez de um servidor e de uma conta de e-mails pessoal enquanto atuava como secretária de Estado, o que é proibido, bem como sobre se ela de fato entregou toda a sua correspondência relacionada a trabalho, como afirma ter feito.

Em teoria, as regras do Departamento de Estado norte-americano exigiriam que Hillary tivesse usado o serviço eletrônico especial do governo, que é adicionalmente protegido e que guardaria automaticamente, "para a História", todas as mensagens transmitidas e recebidas pela agora pré-candidata à presidência dos EUA. 

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O deputado Trey Gowdy, presidente da Comissão Especial sobre Benghazi, divulgou um comunicado na quinta-feira, dizendo que "isto confirma as dúvidas sobre a integridade do auto-selecionado registro público de Clinton e levanta sérias questões sobre a sua decisão de apagar seu servidor pessoal — especialmente antes que ele pudesse ser analisado por um terceiro árbitro, neutro e independente”.

Quando perguntado sobre a discrepância, Nick Merrill, um porta-voz da campanha de Hillary, disse apenas que “ela entregou mais de 55.000 páginas de material para o Departamento de Estado, incluindo todos os e-mails em sua posse do Sr. Blumenthal".

O fato de a ex-secretária de Estado ter usado um e-mail não-governamental e, portanto, não protegido, enquanto estava no cargo não foi revelado publicamente até março deste ano, após a comissão investigativa parlamentar ter pedido sua correspondência relacionada ao ataque em Benghazi. 

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A ex-primeira-dama disse que a conta única para fins pessoais e profissionais era uma questão de conveniência, e que todos os seus e-mails de trabalho foram incluídos nas 55.000 páginas de documentos que posteriormente foram entregues ao Departamento de Estado. Os e-mails de natureza pessoal foram destruídos, diz ela.

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Na quinta-feira, o Departamento de Estado informou à Comissão Especial sobre Benghazi que eles não têm mais certeza de que este é o caso, segundo reporta a rede NBC News, citando funcionários que teriam falado sob condição de anonimato. As fontes teriam dito que Julia Frifield, secretária de Estado adjunta para assuntos legislativos, confirmou que nove e-mails e partes de outros seis que foram revelados esta semana não puderam ser localizados nos registros do Departamento.

Quanto a outras 46 mensagens de Blumenthal relacionadas com a Líbia e publicadas pela comissão, os funcionários disseram que todas estão nos registros do Departamento. Segundo as fontes, elas não foram entregues aos investigadores do Congresso porque não tinham relevância para eventos em Benghazi e não correspondiam ao pedido da comissão. 

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Ainda segundo as fontes, os e-mails perdidos incluem cartas de Blumenthal em que ele envia relatos da mídia sobre a morte de um dos filhos do dirigente líbio Muammar Khadhafi, derrubado por uma operação militar da OTAN em 2011, bem como diversos relatórios sobre a política interna entre os rebeldes do país e as notícias do assassinato de um ex-ministro de Khadafi em Viena. O último e-mail teria sido enviado em 28 de agosto de 2012, duas semanas antes do ataque em Benghazi, e nenhum falaria particularmente sobre a cidade no leste da Líbia.

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Gowdy, do partido republicano, disse na quinta-feira que os e-mails mostram que Clinton "estava solicitando e se correspondendo regularmente com Sidney Blumenthal — que estava passando informações de inteligência não examinadas sobre a Líbia a partir de uma fonte com interesse financeiro no país. Acontece que esses e-mails contradizem diretamente sua declaração pública de que as mensagens de Blumenthal não eram solicitadas".

Uma investigação oficial irá estabelecer se houve algum vazamento de informações secretas por conta do uso que Clinton fez do servidor privado em sua residência. Se tal fato for provado, a carreira da ex-senadora pode ser evidentemente dificultada, bem como suas pretensões à presidência dos EUA em 2016.

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