Kremlin: forças independentistas de Donbass não são fantoches da Rússia

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A influência de Moscou sobre as forças de autodefesa das autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL) é limitada, ao contrário do que prega a opinião popular no Ocidente, declarou o porta-voz presidencial da Rússia, Dmitry Peskov, em uma entrevista publicada nesta segunda-feira (23) no jornal norueguês Dagbladet.

"Ao contrário do que a OTAN e os países europeus dizem, as forças de autodefesa em Donbass não são nossos fantoches", disse Peskov. "O presidente Putin tem alguma influência sobre eles, porque eles o respeitam, mas ele não pode ordená-los a depor as armas", ressaltou o secretário de imprensa.

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Apesar de existirem algumas dificuldades nas relações entre os países ocidentais e a Rússia, isso não significa que "a Europa perdeu a Rússia, nem que a Rússia perdeu a Europa", disse Peskov.

O secretário de imprensa observou que a opinião pública ocidental costuma "demonizar Putin e o culpar por tudo." De acordo com Peskov, não importa o que a Rússia faça, 'há pessoas que não querem' ouvi-la.

Ainda sobre a questão da crise ucraniana, o porta-voz disse que o golpe de Estado na Ucrânia, que se seguiu aos acontecimentos em Kiev em janeiro e fevereiro de 2014, recebeu uma cobertura insuficiente e unilateral na maioria dos meios de comunicação ocidentais.

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"Um golpe orquestrado a partir do estrangeiro aconteceu no centro da Europa", disse ele. "É perigoso para todos nós… [O ex-presidente da Ucrânia Viktor] Yanukovych era talvez ruim, talvez até muito ruim. No entanto, posso dizer com cem por cento de certeza que ele era um presidente eleito. Alguém decidiu tirá-lo do poder, e isso é absolutamente inaceitável", acrescentou.

Peskov também comentou o "misterioso desaparecimento" de Vladimir Putin, tema amplamente discutido na mídia na semana passada.

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"Essa história deu muitos motivos para piadas", disse o secretário de imprensa. "Putin estava trabalhando em sua residência na região de Moscou. Às vezes as pessoas pensam que ele fica em casa e não faz nada, se não é mostrado na TV. Eu fui até ele e disse: 'Senhor presidente, descobri que você se encontra em uma situação muito difícil. Um grupo de generais sequestrou e levou você para a Suíça, onde vários de seus filhos nasceram todos de uma vez. Deixe-me felicitá-lo, senhor presidente", brincou o porta-voz de Putin.


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