21:02 19 Outubro 2018
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    Poço de petróleo

    Após sancionar o Irã, EUA ensaiam pedir ajuda da Rússia para não faltar petróleo

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    Rússia
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    Os Estados Unidos poderiam pedir à Rússia que aumentasse a produção de petróleo para evitar uma escassez de petróleo global, com Washington prestes a restabelecer as sanções econômicas contra Teerã, informou a rede estadunidense CNBC.

    Na semana passada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados não-membros concordaram em adicionar um milhão de barris por dia ao mercado, apesar da oposição do Irã.

    A Rússia havia declaradamente insistido em 1,5 milhão de aumento na produção de petróleo. O ministro russo da Energia, Aleksandr Novak, disse à CNBC que o aumento era suficiente por enquanto.

    O secretário de Energia dos EUA, Rick Perry, disse aos repórteres na segunda-feira que o acordo "pode ser um pouco curto" do que é necessário para evitar a escassez de sanções contra o terceiro maior produtor da OPEP. As sanções contra o Irã podem resultar em um déficit petrolífero de até 1 milhão de barris no mercado, disse o presidente-executivo da BP, Bob Dudley, em maio.

    Novak está a caminho de Washington para participar da Conferência Mundial de Gás, onde se reunirá com seu colega americano. De acordo com a CNBC, analistas dizem que Perry pode pedir à Rússia para bombear mais petróleo para compensar o déficit no mercado, uma vez que as sanções contra o Irã estão em vigor.

    Dois anos atrás, quando a OPEP, a Rússia e outros produtores reduziram a produção em 1,8 milhão de barris por dia, Moscou concordou em reduzir sua produção em 300 mil barris. O acordo da semana passada retornará dois terços do corte de produção russo.

    O Irã foi contra a intermediação do acordo para aumentar a produção, uma vez que não pode fazê-lo no momento das sanções. No entanto, especula-se que a Rússia conseguiu influenciar Teerã em conversas duras com a Arábia Saudita. Analistas disseram que a Rússia é um elo crucial nas negociações sobre petróleo entre o Irã e seus inimigos.

    "É por isso que a Rússia é uma parte fundamental de tudo isso", disse Michael Cohen, chefe de pesquisa de commodities do Barclays à CNBC. "Sem a Rússia […] a conexão não está lá".

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    Tags:
    sanções, economia, comércio, petróleo, Conferência Mundial de Gás, Barclays, BP, OPEP, Michael Cohen, Bob Dudley, Rick Perry, Aleksandr Novak, Arábia Saudita, Irã, Estados Unidos, Rússia
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