Como tensão crescente entre EUA e Irã afeta mercado do petróleo

© AP Photo / Vahid SalemiRefinaria de petróleo ao sul de Teerã, capital do Irã
Refinaria de petróleo ao sul de Teerã, capital do Irã - Sputnik Brasil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma mudança na estratégia das relações com o Irã.

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O governo de Trump anunciou novas sanções contra o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, a poderosa organização de segurança e militar que é chave para a influência regional do país. A decisão foi tomada como parte de uma agenda mais ampla de Trump para punir o Irã por seu suposto apoio ao terrorismo no Oriente Médio.

Embora esta organização possua algumas empresas do setor de petróleo e gás, é pouco provável que as novas sanções conduzam a uma redução imediata das exportações de ouro preto deste país, afirma portal russo Vesti Finance.

No entanto, segundo a publicação, após as sanções se tornaria ainda mais difícil para o Irã atrair investidores para o desenvolvimento de sua indústria petrolífera, já que as sanções aumentariam os riscos para os produtores.

Por outro lado, cabe assinalar que, se o principal objetivo dos EUA é limitar as exportações de petróleo iraniano, os americanos permanecem sozinhos nesse desejo, já que outros participantes do mercado que assinaram o acordo nuclear não demonstram o desejo de se retirarem dele.

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O próprio país norte-americano não comprou petróleo iraniano durante quase meio século, mas a Europa, por exemplo, que introduziu uma proibição das importações da República Islâmica em 2012, não parece ter muito desejo de repetir esta arriscada decisão.

Vale lembrar que, após ser firmado o acordo, o petróleo iraniano voltou a fluir para os mercados europeus e asiáticos. As exportações cresceram quase o dobro, até quase 2,4 milhões de barris por dia. No momento, 0,5 milhões de barris são suprimidos para a Europa, o que é muito benéfico.

Enquanto isso, o preço do petróleo nos mercados mundiais cresce.

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