08:22 23 Outubro 2018
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    Caças Su-33 no convés do porta-aviões russo Admiral Kuznetsov (foto de arquivo)

    Mídia apresenta versão do acidente do Su-33 no porta-aviões russo

    © Sputnik / Aleksei Danichev
    Rússia
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    A comissão do Ministério da Defesa que investiga as circunstâncias do incidente do caça Su-33 do porta-aviões Admiral Kuznetsov no mar Mediterrâneo, não exclui que o acidente possa ter acontecido por erro do piloto, informou o jornal russo Kommersant citando uma fonte próxima à investigação.

    Segundo a fonte, uma falha humana é considerada pelo Ministério da Defesa da Rússia como a razão principal do incidente. Os especialistas detectaram que o desvio do eixo durante o pouso ultrapassou o limite admissível em meio metro – 4,7 metros, ao invés de 4,2.

    O rompimento do cabo podia ter acontecido por defeito de fabrico, mas esta versão foi desmentida na fábrica Proletarsky que produz cabos para o sistema de decolagem e aterrissagem. Um representante da empresa afirmou que os cabos usados no Admiral Kuznetsov passaram todos os testes necessários, inclusive os de rompimento.

    "É importante compreender a sequência do que aconteceu – o cabo não conseguiu aguentar a carga por causa do erro cometido durante o pouso ou o cabo rompeu-se e isso levou ao acidente. Entretanto, tendo em conta os parâmetros do avião no momento de aterrissagem, mesmo um cabo em bom estado não aguentaria a carga – é claro que aconteceu uma falha de pilotagem", citou o jornal uma fonte próxima à investigação.

    O representante oficial do Ministério da Defesa russo não fez comentários sobre o assunto, prometendo declarações depois do fim da investigação, afirmou o Kommersant.

    Ao mesmo tempo, a fonte próxima ao Estado-Maior da Marinha russa e o representante da empresa produtora dos aviões disseram que estudaram materiais do controle objetivo e conseguiram restaurar o incidente. Segundo as informações de um dos interlocutores do jornal, primeiramente tudo se desenvolveu de maneira normal: o controlador que ficava no ponto de comando aéreo do navio permitiu ao piloto pousar, após o que o último começou realizar a manobra.

    "O caça enganchou o cabo e começou desacelerar o motor. Percorreu 50 metros e, depois disso, o cabo rompeu-se e, ao invés de parar no convés, o Su-33 continuou a deslizar. O piloto já não teve tempo de levantar voo e tentar repetir a manobra de pouso. Alguns segundos depois, o controlador deu ordem ao piloto de se ejetar, o que foi feito de imediato. O avião caiu no mar", explicou o jornal.

    Entretanto, na quinta-feira (8), o Ministério da Defesa da Rússia desmentiu a matéria do Kommersant.

    "As informações do jornal Kommersant sobre alegadas 'conclusões' preliminares da comissão de investigação das razões da queda do caça Su-33 não correspondem à realidade. A comissão continua o trabalho escrupuloso e não fez quaisquer conclusões 'preliminares' antes do fim da investigação", diz-se no comunicado da assessoria de imprensa do ministério.

    Destaca-se também que o jornal não questionou o representante oficial do ministério sobre o incidente.

    Na segunda-feira (5), o Ministério da Defesa russo informou que, depois de completar uma missão militar na Síria, o caça Su-33 russo escorregou para fora do convés do Admiral Kuznetsov devido ao rompimento do retentor de aterrissagem durante o pouso. O piloto conseguiu se ejetar e está salvo a bordo.

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    Tags:
    razão, queda, acidente, caça, piloto, Su-33, Admiral Kuznetsov, Ministério da Defesa, Síria, Rússia
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