02:00 25 Outubro 2021
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    Enviado do Irã falou nas Nações Unidas acusando Israel de não aderir à Convenção sobre Armas Químicas e ao Comitê de Armas Biológicas e ao mesmo tempo retratar como perigo o suposto programa de arsenal nuclear de Teerã.

    As armas nucleares de Israel, e não as supostas ambições para ter armas nucleares do Irã, são a verdadeira ameaça ao Oriente Médio, afirmou na terça-feira (12) o enviado do Irã no primeiro comitê de desarmamento nuclear global da Assembleia Geral das Nações Unidas.

    "Israel continua desafiando todos os regimes internacionais que regem as armas de destruição em massa recusando-se a aderir ao [Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares], à Convenção sobre Armas Químicas e ao Comitê de Armas Biológicas", disse o representante iraniano Heidar Ali Balouji, falando em uma reunião do comitê em Nova York, EUA.

    Acusando Tel Aviv de "dificultar seriamente" a criação de um Oriente Médio livre de armas nucleares, que ele lembrou ter sido proposto pelo Irã em 1974, Balouji sugeriu que as armas nucleares de Tel Aviv representam "a mais séria ameaça", tanto para a segurança dos Estados regionais, quanto para o regime de não-proliferação.

    "No entanto, [Israel] tenta retratar a capacidade do Irã de possuir armas convencionais ou seu programa nuclear exclusivamente pacífico, que está sob a mais robusta verificação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), como um desafio à estabilidade regional", disse o diplomata.

    "Este é apenas um movimento hipócrita para desviar a atenção do perigo real que Israel representa para a paz regional, particularmente seus arsenais de armas nucleares, bem como suas instalações e atividades nucleares clandestinas e não vigiadas", alegou ele.

    Balouji acusou Israel de fazer "prática padrão" da "disseminação de acusações falsas e fabricadas contra países regionais, particularmente a República Islâmica do Irã".

    "No entanto, é bastante evidente que nenhuma quantidade de desinformação e crises fabricadas pode encobrir a natureza criminosa, bem como as políticas expansionistas e belicistas, que este regime tem perseguido nos últimos 70 anos", disse, acusando Israel de violar os direitos dos palestinos e outros árabes que vivem em territórios ocupados pelo país.

    No início de terça-feira (12) Naftali Bennett, premiê de Israel, apelou ao Conselho de Segurança da ONU para que tome medidas contra o Irã por suas supostas ambições de obter armas nucleares. Falando em uma conferência em Jerusalém, Bennett sugeriu que o "comportamento" do Irã na esfera nuclear era um problema global.

    As autoridades israelenses acusam há muito tempo Teerã de perseguir secretamente a obtenção de armas nucleares, enquanto menosprezam o suposto estoque de bombas nucleares de Tel Aviv, que é estimado em 80 a 400 ogivas. Oficialmente, Israel não confirma nem nega possuir armas nucleares, em uma política conhecida como "ambiguidade nuclear".

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    Tags:
    Israel, Irã, Nações Unidas, ONU, Organização das Nações Unidas, Oriente Médio, Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, Nova York, EUA, Assembleia Geral, Assembleia Geral da ONU, Assembleia Geral das Nações Unidas
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