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    O ex-primeiro-ministro israelense considera que sua política anti-iraniana foi bem-sucedida porque ele não compartilhava planos de Israel com os presidentes dos Estados Unidos.

    O ex-primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou o governo atual do país por sua "política sem surpresas" com os Estados Unidos, lamentando que tal atitude impederia potencialmente os ataques israelenses contra Irã, segundo informou The Times of Israel na segunda-feira (2).

    "A informação que é enviada à América poderia vazar aos grandes meios de comunicação e desta maneira nossas operações serão impedidas", disse Netanyahu citado pela mídia. "É por isso que durante a última década recusei os pedidos dos presidentes norte-americanos para informá-los sempre sobre nossas ações."

    Ele adicionou que "isso é uma questão existencial para Israel, onde pode haver surpresas e às vezes as surpresas são necessárias".

    Netanyahu afirmou que a administração do atual primeiro-ministro Naftali Bennett tornou Israel em um país que é obrigado a informar de suas ações.

    "Se não tivermos independência nesse assunto, não temos independência nenhuma", disse Netanyahu.

    Os comentários surgem enquanto altos funcionários dos EUA e Israel realizaram discussões sobre a segurança regional, onde mencionaram a "ameaça do Irã" após o ataque recente contra o navio Mercer Street.

    Israel, Estados Unidos e Reino Unido acusaram Teerã de ter realizado o ataque. O Irã negou as acusações e advertiu que responderia "imediata e fortemente" a quaisquer provocações contra seus interesses.

    A abordagem "sem surpresas" nas relações bilaterais implica que Israel informe os EUA com antecedência sobre quaisquer operações das Forças de Defesa de Israel contra o Irã. Anteriormente Netanyahu criticou esta política como uma ameaça para a segurança israelense, minando sua liberdade de ação contra o programa nuclear de Teerã.

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    Tags:
    Israel, EUA, Estados Unidos, política, Irã, navio
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