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    Mercer Street, navio-tanque de bandeira liberiana operado pela empresa Zodiac Maritime, do bilionário israelense Eyal Ofer, foi alvo de um ataque em 29 de julho a nordeste da ilha de Masirah, em Omã.

    O Reino Unido e os EUA afirmaram neste domingo (1º) que acreditam que o Irã realizou um ataque ao petroleiro Mercer Street, operado por empresa israelense, na costa de Omã, que matou um britânico e um romeno na quinta-feira (29). O Reino Unido disse que estava trabalhando com parceiros em uma "resposta concertada".

    "Acreditamos que esse ataque foi deliberado, direcionado e uma clara violação da lei internacional pelo Irã […]. O Reino Unido está trabalhando com nossos parceiros internacionais sobre uma resposta concertada a este ataque inaceitável", declarou o ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, citado pela agência Reuters.

    As avaliações do Reino Unido concluíram que era altamente provável que o Irã tivesse usado um ou mais drones para realizar o ataque "ilegal e insensível".

    Chanceler britânico Dominic Raab
    © AP Photo / Matt Dunham
    Chanceler britânico Dominic Raab

    Horas depois, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que "não havia justificativa para este ataque, que segue um padrão de ataques e outros comportamentos beligerantes" de Teerã.

    "Essas ações ameaçam a liberdade de navegação por esta hidrovia crucial, o transporte e o comércio internacional, e as vidas das pessoas nas embarcações envolvidas", disse Blinken em comunicado, citado pela agência AP.

    O Mercer Street, um navio-tanque de bandeira liberiana operado pela empresa Zodiac Maritime, do bilionário israelense Eyal Ofer, foi alvo de um ataque em 29 de julho a nordeste da ilha de Masirah, em Omã. Duas pessoas morreram no incidente: uma delas, segundo consta, era o capitão romeno e a outra um segurança britânico.

    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, no Departamento de Estado, Washington, EUA, 1º de julho de 2021
    © REUTERS / Ken Cedeno
    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, no Departamento de Estado, Washington, EUA, 1º de julho de 2021

    Irã cometeu 'erro grave'

    Primeiro-ministro israelense Naftali Bennett afirmou que o país tem provas de que o Irã esteve por trás do ataque: "Esperamos que a comunidade internacional deixe claro ao regime iraniano que ele cometeu um erro grave. De qualquer forma, sabemos como enviar uma mensagem ao Irã à nossa maneira".

    Premiê israelense Naftali Bennett durante seu discurso na conferência Cyber Week na Universidade de Tel Aviv, 21 de julho de 2021
    © REUTERS / Amir Cohen
    Premiê israelense Naftali Bennett durante seu discurso na conferência Cyber Week na Universidade de Tel Aviv, 21 de julho de 2021
    O Irã, por sua vez, negou ter qualquer envolvimento com no incidente. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou neste domingo (1º) que Israel cria um ambiente de insegurança, terror e violência, acrescentando que as acusações sobre o envolvimento do Irã são condenadas por Teerã. "Tais acusações são feitas por Israel para desviar a atenção dos fatos e é infundada", disse Khatibzadeh, citado pela mídia.

    Após a negação do Irã, Naftali Bennett afirmou que Teerã "tenta fugir da responsabilidade" do incidente e chamou a negativa de "covarde".

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    Tags:
    Reino Unido, Irã, Israel, Omã, petroleiro, Naftali Bennett, Dominic Raab
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