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    O diplomata iraniano afirmou que Israel destruiu 847 propriedades de palestinos nos 11 dias de conflito com o Hamas, incluindo casas e 156 edifícios doados como ajuda humanitária.

    O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas, Majid Takht Ravanchi, afirmou que as autoridades israelenses devem ser levadas à justiça por cometer crimes "hediondos" contra o povo palestino, em flagrante violação do direito internacional.

    Dirigindo-se à sessão do Conselho de Segurança da ONU sobre "proteção de civis em conflito armado" na terça-feira (25), o diplomata iraniano disse que autoridades israelenses destruíram recentemente 847 propriedades de palestinos, incluindo casas, ativos de saneamento e 156 edifícios doados como ajuda humanitária, e forçou o deslocamento de pelo menos 996 palestinos na Cisjordânia ocupada.

    Manifestante palestino durante os protestos na cidade de Nablus, Cisjordânia, 18 de maio de 2021
    © REUTERS / Raneen Sawafta
    Manifestante palestino durante os protestos na cidade de Nablus, Cisjordânia, 18 de maio de 2021

    Ravanchi acrescentou que cerca de 90.000 palestinos estão sob risco de despejo em Quds, na ocupada Jerusalém Oriental.

    "O pior foi quando os palestinos protestaram contra esses despejos forçados ilegais, incluindo o [bairro] Sheikh Jarrah, onde viveram gerações após gerações, e reclamaram de ataques a fiéis muçulmanos no [complexo da] mesquita de al-Aqsa durante o mês sagrado do Ramadã, a segurança israelense e as forças militares cometeram os crimes mais brutais contra os palestinos", destacou o diplomata iraniano, citado pela agência estatal Press TV.

    Ravanchi também criticou a "vergonhosa" proteção do regime israelense pelos EUA, enfatizando que a declaração do Conselho de Segurança de 22 de maio, que veio depois que Israel e o movimento Hamas concordaram com um cessar-fogo, não teve grande utilidade.

    Gaza destruída

    O embaixador do Irã na ONU afirma que desde o início do novo conflito entre Israel e palestino, que começou na noite de 11 de maio, além de matar centenas de palestinos na Faixa de Gaza, incluindo 66 crianças e 39 mulheres, as forças israelenses também destruíram 30 instalações de saúde, quase 50 escolas e centros educacionais, bem como 33 escritórios de veículos de comunicação e danificou 43 mesquitas.

    © REUTERS / AHMED JADALLAH
    Uma visão geral das casas danificadas que foram destruídas por ataques aéreos israelenses durante os combates Israel-Hamas, na Faixa de Gaza, 23 de maio de 2021
    "Esses crimes que violam materialmente as normas e os princípios fundamentais do direito internacional implicam na responsabilidade internacional do regime de Israel, cujos funcionários devem, portanto, ser levados à justiça por cometerem tais crimes hediondos", garantiu Ravanchi.

    O diplomata iraniano criticou o fracasso do Conselho de Segurança da ONU em cumprir suas diretrizes de direitos humanos e censurou a frágil declaração do Conselho pedindo o fim da agressão israelense contra civis em Gaza.

    O cessar-fogo entre Israel e Hamas foi estabelecido na semana passada, após 11 dias de conflito, que deixou um saldo de 12 israelenses e 232 palestinos mortos.

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    Tags:
    Hamas, Gaza, Palestina, palestinos, Israel, EUA, Conselho de Segurança da ONU, ONU, Irã
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