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    Uma série de desastres de segurança sérios e inexplicáveis ocorridos recentemente em Israel é uma indicação de que uma "bolha de segurança nacional [israelense] arrebentou", afirmou o comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).

    "O sistema sionista está se rompendo em partes, enfraquecendo e desmoronando por dentro. Durante o último ano e meio, os israelenses tentaram projetar uma imagem poderosa de si, para se encher como um balão", disse o comandante Hossein Salami em entrevista citada pela agência de notícias Tasnim.

    A realidade, de acordo com Salami, foi mais séria, com uma série de incidentes de segurança nas últimas semanas envolvendo navio comercial demonstrando vulnerabilidades de Tel Aviv e mostrando que é "muito fácil" para o comércio marítimo do país "sofrer obstrução grave".

    O "rompimento da bolha" é também provado por uma explosão em uma fábrica israelense de foguetes, pelo recente incêndio na refinaria de petróleo de Haifa, por uma série de ciberataques contra empresas de Israel e pela explosão de mísseis sírios a apenas 40 quilômetros da instalação nuclear Dimona, declarou Salami.

    "Isto mostra que a onda de força que israelenses queriam criar foi inesperadamente extinta, e hoje você pode ver o rosto real do regime sionista em suas proporções atuais, e estes eventos podem se repetir", avisou.

    Salami continuou sugerindo que Israel encontra-se em risco de "desintegração" política há anos de impasse e instabilidade na sequência de quatro eleições consecutivas em dois anos que não permitiram nenhum partido formar uma coligação estável.

    Além disso, o comandante iraniano avisou que, no caso de um grande conflito, o estreito espaço geográfico em que os militares israelenses têm que manobrar significa que "o primeiro ataque também pode ser o último".

    "O maior ponto fraco do regime sionista é que qualquer medida tática de sua parte também pode ser uma derrota estratégica, significando que o regime pode ser destruído apenas através de uma operação", acentuou.

    Outra das das principais fraquezas apontadas pelo líder do IRGC foi a contínua série de ataques cibernéticos que tem afetado várias companhias israelenses desde o final do ano passado.

    Por sua vez, Tel Aviv não atribuiu nenhum dos incidentes de segurança mencionados ao Irã. As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter se surpreendido com a incapacidade de sua defesa antiaérea de derrubar o míssil sírio antes de este explodir perto de Dimona. O míssil S-200 foi lançado contra Israel em resposta ao ataque aéreo israelense contra República Islâmica em 22 de abril.

    Não obstante, tamanhas declarações são prestadas enquanto Irã e EUA prosseguem em um impasse nas discussões de Viena sobre o acordo nuclear.

    A República Islâmica acusa Israel – que é o principal aliado de Washington no Oriente Médio – de continuar tentando sabotar seu programa nuclear, uma vez que acredita que o Irã está produzindo armas nucleares, mesmo após a nação persa ter negado tal fato inúmeras vezes.

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    explosão, Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), Irã, Israel
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