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    Reportagem de TV diz que altos funcionários israelenses vão aos EUA na próxima semana para fazer lobby em Washington a fim de pressionar por uma supervisão internacional mais rígida das instalações nucleares iranianas.

    Israel está fazendo lobby para que os Estados Unidos pressionem por uma melhor supervisão internacional do programa nuclear do Irã, enquanto Washington negocia para reingressar no acordo nuclear de 2015 entre Teerã e as potências mundiais, informou a emissora pública Kan, na terça-feira (20).

    Jerusalém está pressionando para que os funcionários da Agência Internacional de Energia Atômica tenham mais poderes na inspeção das instalações nucleares. A posição foi formulada depois que as autoridades israelenses concluíram que não haverá mudanças significativas no tratado, mas, mesmo assim, buscou melhorar ligeiramente os termos do pacto.

    O chefe do Mossad, Yossi Cohen, o assessor de segurança nacional Meir Ben-Shabbat e o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), Aviv Kohavi, vão todos para os EUA no início da próxima semana para fazer lobby em nome de Jerusalém, de acordo com reportagem de TV.

    Diretor do Mossad, Yossi Cohen, assistindo à reunião semanal do gabinete em seu escritório em Jerusalém, 10 de janeiro de 2016
    © AP Photo / Gali Tibbon
    Yossi Cohen, attends the weekly cabinet meeting at his office in Jerusalem at his office in Jerusalem, file photo.

    Israel teria admitido que o acordo será renovado sem abordar suas preocupações sobre o programa de mísseis balísticos de Teerã e o apoio a grupos terroristas.

    Segundo reportagem do The Times of Israel, isto acontece um dia depois que autoridades israelenses expressaram preocupação de que o presidente dos EUA, Joe Biden, se apresse em se juntar novamente ao acordo nuclear. As autoridades de Israel argumentam que o poder de negociação dos norte-americanos estaria comprometido por sua ânsia de fechar um pacto.

    As negociações sobre a restauração do acordo nuclear continuaram na terça-feira (20) em Viena, com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, dizendo que de 60% a 70% das questões foram resolvidas. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, no entanto, disse que, embora as negociações tenham sido positivas, "temos mais estrada pela frente do que no espelho retrovisor".

    Em meio aos esforços dos EUA para voltar ao acordo, autoridades israelenses e da Casa Branca têm mantido conversas estratégicas para impedir o Irã de obter armas nucleares.

    Após a sessão da semana passada, o governo Biden enfatizou seu compromisso em prevenir um Irã com armas nucleares. O governo Biden disse repetidamente que retornará ao acordo nuclear, se o Irã primeiro retornar ao cumprimento. Por sua vez, o Irã adotou uma abordagem linha-dura, exigindo que os EUA suspendam antes todas as sanções, colocando, assim, os dois lados em um impasse.

    O então vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apertam as mãos no gabinete do primeiro-ministro em Jerusalém, Israel, 9 de março de 2016 (foto de arquivo)
    © AP Photo / Debbie Hill
    O então vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apertam as mãos no gabinete do primeiro-ministro em Jerusalém, Israel, 9 de março de 2016 (foto de arquivo)

    Autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, se opuseram veementemente ao retorno dos EUA ao acordo nuclear, colocando Jerusalém em conflito com a nova administração da Casa Branca.

    Há muito tempo os críticos dizem que o acordo não aborda o desenvolvimento do Irã de mísseis balísticos com capacidade nuclear que podem atingir Israel e partes da Europa e seu financiamento e apoio constantes a grupos terroristas como o Hezbollah.

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    Tags:
    lobby, arma nuclear, EUA, Iraque, Irã, acordo nuclear
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