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    Os EUA classificaram como "extorsão nuclear" a declaração do Irã de ter iniciado o enriquecimento de urânio a 20%, nível bem acima do estabelecido em acordo nuclear de 2015.

    Anteriormente, o Irã havia ratificado uma lei que prevê a produção de urânio com um nível de enriquecimento de 20% ou mais em sua instalação nuclear subterrânea de Fordow.

    "O enriquecimento de urânio em 20%, que o Irã adota em Fordow, é uma tentativa clara de aumentar sua campanha de extorsão nuclear, uma tentativa que continuará a fracassar", disse um porta-voz do Departamento de Estado à Sputnik sob condição de anonimato.

    De acordo com a fonte, os Estados Unidos e a comunidade internacional continuarão a contar com os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para monitorar e relatar quaisquer novas atividades nucleares no Irã.

    Edifício danificado por incêndio nas instalações de enriquecimento de urânio de Natanz, cerca de 322 quilômetros ao sul de Teerã, Irã, 2 de julho de 2020
    © AP Photo / Organização de Energia Atômica do Irã
    Centrífuga nuclear no Irã

    A medida iraniana representa uma violação do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que determina o limite máximo para enriquecimento de urânio em 3,67%.

    Um ano após os EUA anunciarem a saída unilateral do acordo, em 2018, Teerã extrapolou o limite deixando o nível de enriquecimento estável em 4,5% desde então.

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    Tags:
    Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), urânio, acordo nuclear, Plano de Ação Conjunto Global, EUA, Irã
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