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    Em 8 de janeiro, um avião da Boeing caiu pouco depois de decolar de Teerã. As autoridades iranianas disseram que a aeronave foi abatida involuntariamente devido a temores de novos ataques dos EUA.

    Os passageiros do Boeing 737 ucraniano, abatido em 8 de janeiro perto de Teerã, perto do Aeroporto Imam Khomeini, de onde havia decolado, estavam vivos durante 19 segundos após o primeiro míssil ter atingido a aeronave, relata a agência Reuters no domingo (23), citando a Agência de Aviação Civil do Irã.

    O anúncio da agência iraniana é o primeiro relatório oficial sobre o conteúdo das gravações de voz e dados do cockpit, que foram enviadas à França em julho para serem decifradas.

    "19 segundos após o primeiro míssil ter atingido o avião, as vozes dos pilotos dentro do cockpit indicavam que os passageiros estavam vivos [...] 25 segundos depois, o segundo míssil atingiu o avião", informou Touraj Dehghani-Zanganehb, referindo que não foi possível realizar uma análise sobre os efeitos desse míssil com base na caixa preta da aeronave.

    Segundo disse, os dois pilotos e um instrutor presente no cockpit tentaram manter o controle do avião até o último momento.

    O Irã tem estado em discussões com a Ucrânia, Canadá e outros países cujos cidadãos estavam entre as vítimas da tragédia. Teerã e Kiev têm discutido o pagamento de indenizações às famílias das vítimas, havendo uma nova rodada de negociações agendada para outubro.

    O chefe da autoridade iraniana de aviação apelou a todas as nações envolvidas na investigação do acidente, que está sendo realizada sob os auspícios da Organização das Nações Unidas, para que se abstenham de politizar a questão.

    História do incidente

    Em 3 de janeiro, Qassem Soleimani, alto general iraniano, foi assassinado em Badgá, Iraque, em uma operação aérea dos EUA, tendo o Irã conduzido posteriormente ataques aéreos contra bases norte-americanas no país vizinho.

    Mais tarde, Teerã reivindicou a responsabilidade pela morte das 176 pessoas a bordo do avião da Ukraine International Airlines, que ocorreu horas após o ataque às bases dos EUA. O Irã reconheceu que o avião foi abatido por engano depois que os militares o confundiram com um alvo hostil, em meio a temores de novos ataques de Washington.

    Em julho, Teerã concordou em pagar uma indenização pela tragédia. Ao mesmo tempo, o chefe da Organização Central de Seguros do Irã argumentou que são as seguradoras europeias, e não Teerã, que deveriam ser responsáveis pela cobertura dos danos relacionados com o avião em si.

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    Tags:
    Qassem Soleimani, Boeing, Boeing 737, EUA, Ucrânia, Irã
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