00:03 04 Agosto 2020
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    O sistema de defesa antiaérea que abateu um Boeing operado pela Ukraine International Airlines no início de janeiro havia sido realocado pouco antes do desastre, de acordo com um relatório expandido da Organização de Aviação Civil Iraniana sobre o acidente.

    No dia 8 de janeiro, o exército iraniano bombardeou duas bases usadas pelos militares dos EUA no Iraque em retaliação pela morte do general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, morto uma semana antes pelos EUA em Bagdá em um ataque aéreo de precisão.

    Várias horas após o ataque às bases, um Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines, que acabara de decolar com 176 pessoas a bordo com destino a Kiev, caiu nas proximidades do aeroporto de Teerã.

    A catástrofe custou a vida de 82 iranianos, 63 canadenses, 11 ucranianos, dez suecos, sete afegãos e três britânicos.

    O Estado-Maior Iraniano admitiu que o avião ucraniano foi abatido em função de um erro humano, depois de ter sido identificado por um operador de defesa aérea como um suspeito alvo inimigo muito próximo de uma grande instalação militar.

    "Um dos sistemas de defesa antiaérea foi realocado, o que afetou a posição geográfica e a orientação do sistema mencionado", revela o novo documento oficial sobre as circunstâncias do acidente.

    Acrescenta-se que "devido a erro humano", após a realocação da arma, não foram realizados os reajustes necessários e outras "medidas obrigatórias" previstas em tal situação.

    Isso, por sua vez, provocou um erro na detecção da aeronave, que foi reconhecida como um alvo de origem desconhecida o que, juntamente com uma falha na troca de dados com o centro de comando, causou a derrubada da aeronave ucraniana, concluiu o relatório.

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    Tags:
    defesa aérea, Ucrânia, Boeing, Irã
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