22:50 03 Agosto 2020
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    Os Estados Unidos estão tentando justificar a extensão do embargo de armas da Organização das Nações Unidas (ONU) imposto ao Irã com declarações "vazias", afirma Teerã.

    Na quarta-feira (8), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que militares estadunidenses apreenderam um barco cheio de armas que iria abastecer os rebeldes houthis, grupo apoiado pelo Irã na guerra civil do Iêmen. De acordo com Pompeo, o carregamento apreendido no final de junho continha 200 lançadores de granadas, mais de 1.700 rifles de assalto Kalashnikov, além de foguetes e outros equipamentos militares.

    "Mentiras, alegações e tentativas de espalhar o ódio são elementos-chave da política externa dos EUA, especialmente dentro da estrutura do regime existente", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, que classificou as acusações de Washington de serem "vazias".

    No início da semana, Teerã alertou o Conselho de Segurança da ONU que atender as demandas dos Estados Unidos para estender o embargo de armas contra o país iria destruir o acordo nuclear iraniano, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês). 

    Em 2015, o Irã assinou o acordo nuclear com China, França, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e União Europeia. O JCPOA estipula que o Irã deve reduzir seu programa nuclear e rebaixar suas reservas de urânio em troca do alívio de sanções, incluindo a suspensão do embargo de armas da ONU cinco anos após a adoção do acordo.

    Em 2018, os Estados Unidos se retiraram unilateralmente do JCPOA e, desde então, reimplementaram sanções unilaterais abrangentes contra o Irã.

    No final de junho, os Estados Unidos apresentaram um projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU para estender o embargo de armas da ONU contra o Irã antes que ele expire em meados de outubro. Rússia e China já manifestaram sua oposição à proposta.

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    Tags:
    guerra civil, Iêmen, Estados Unidos, Irã
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