15:35 09 Agosto 2020
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    Os serviços de inteligência da Síria souberam que o Exército dos EUA está enviando militantes para conduzir sabotagens fora da zona de 55 quilômetros ao redor de sua base em Al-Tanf, nomeadamente na província de Idlib

    Esta declaração foi feita pelo ex-coronel sírio Sultan Abdellah Hades Souda, detido por deserção em fevereiro por agentes da contraespionagem militar síria enquanto tentava retornar ao território controlado por Damasco.

    Souda disse ter recebido formação em atividades subversivas ministrada por especialistas americanos que enviavam os militantes em missões.

    "Depois de serem treinados por instrutores americanos, eles eram enviados para o leste, no Eufrates, para conduzir sabotagens, principalmente em instalações petrolíferas e infraestruturas controladas pelo governo, para intimidar as pessoas e provocar danos. Não sei exatamente o que aconteceu com os americanos, mas eles reduziram o financiamento e disseram que se vocês quiserem receber mais, então têm que conduzir operações fora da zona de 55 quilômetros […] Parte dos militantes foi enviada à província de Al-Hasakah e outros para Idlib", disse o ex-coronel, observando que o número de militantes na região de Al-Tanf diminuiu recentemente.

    Fornecimento de armas

    Ele disse que os instrutores militares americanos treinaram os combatentes, incluindo estrangeiros, no uso de armas, forneciam bons suprimentos e distribuíam as roupas usadas pelos terroristas.

    "Não havia falta de armas: nós as recebíamos dos militares americanos. Entretanto as próprias armas eram enviadas através da Arábia Saudita e Jordânia. A origem das armas era muito diversificada: chinesa, da OTAN. As melhores são as da OTAN", disse o desertor.

    Segundo a inteligência síria, Souda desertou em 2013 devido a ameaças à sua família feitas pelos militantes do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e outros países) e fugiu para o campo de refugiados de Rukban, onde possuía uma loja de Internet. Em 2016, ele aceitou do lado americano uma proposta de colaboração e serviu como comandante de um ponto de apoio na povoação de Al-Tanf. Em dezembro de 2019, ele foi preso por 58 dias por violação da proibição do uso de meios de comunicação móveis em vigor no território da base militar americana, então decidiu deixar Al-Tanf com sua família.

    Forças dos EUA patrulhando nos arredores da cidade síria de Manbij, província de Aleppo (foto de arquivo)
    © AP Photo / Arab 24 network
    Forças dos EUA patrulhando nos arredores da cidade síria de Manbij, província de Aleppo (foto de arquivo)

    Após sua prisão, ele forneceu informações sobre a quantidade de pessoal e armamento na base de apoio de Al-Tanf, sobre os grupos armados ilegais estacionados na base e sobre as coordenadas de instalações importantes. Ele também forneceu informações sobre o número aproximado de famílias que desejam retornar ao território controlado pelo governo.

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    Tags:
    sabotagem, tropas estrangeiras, militantes, Al-Tanf, Síria, Idlib, Exército dos EUA
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