12:11 28 Março 2020
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    As conclusões preliminares da investigação mostram o que aconteceu quando o míssil lançado pela defesa antiaérea do Irã abateu o Boeing ucraniano, vitimando 176 pessoas no passado dia 8 de janeiro.

    De acordo com os dados providenciados pelo grupo de investigação após análise dos destroços do Boeing 737, a parte inferior do nariz do avião está praticamente ausente. Isso indica que o projétil explodiu mesmo por baixo da cabine dos pilotos.

    Este fato foi confirmado por um vídeo publicado nas redes sociais onde aparentemente é exibido o momento exato do impacto do projétil contra a aeronave. Nas imagens é possível observar que o míssil voava de frente para o Boeing.

    Assim sendo, a explosão danificou em primeiro lugar a cabina dos pilotos, que ficou envolvida em chamas, destruindo todo o sistema eletrônico a bordo.

    Segundo os materiais providenciados pela comissão de investigação, é possível concluir que o transponder da aeronave deixou de funcionar imediatamente e que os controladores aéreos deixaram de receber informação do voo, escreve portal russo Topwar.

    Destroços do Boeing 737 ucraniano derrubado no Irã no dia 8 de janeiro
    © REUTERS /
    Destroços do Boeing 737 ucraniano derrubado no Irã no dia 8 de janeiro

    É também conhecido que, até ao impacto com o míssil, a comunicação entre a torre de controle e o avião ucraniano decorria com normalidade e que a tripulação não tinha informado sobre qualquer falha até alcançar a altitude de 2,4 quilômetros.

    Além disso, o controlador não dispunha de nenhum tipo de informação sobre o perigo iminente e não pôde informar os pilotos. Na fuselagem também se pode observar o dano infligido pelos elementos destrutivos do míssil.

    Ontem, o Irã anunciou, em declarações divulgadas pela TV estatal, que seu Exército "derrubou involuntariamente" o avião ucraniano. As autoridades iranianas atribuíram o episódio a um "erro humano".

    De acordo com o mesmo comunicado, o avião civil voava próximo a um posto sensível do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã e acabou sendo confundido com uma possível ameaça.

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    Tags:
    Boeing 737-800, míssil de cruzeiro, tensões, Ucrânia, Irã, acidente aéreo
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