06:19 18 Novembro 2019
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    Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (Foto de aquivo)

    Impasse em Israel: Netanyahu e Gantz trocam acusações e país segue sem governo

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    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e seu rival Benny Gantz trocaram acusações neste domingo pelo fracasso até o momento dos esforços para alcançar um acordo para formar um novo governo após as eleições.

    Uma nova rodada de negociações entre o partido Likud, de Netanyahu, e o Azul e Branco, de Gantz, terminou sem acordo neste domingo e os dois lados parecem longe de chegar a um consenso.

    O Likud disse que Netanyahu fará um "último esforço" para chegar a um acordo antes de informar o presidente israelense Reuven Rivlin que ele é incapaz de formar um governo. A legenda chamou a última rodada de negociações de "grande decepção".

    Assim, pode restar a Rivlin decidir se Gantz receberia a oportunidade de tentar formar um novo governo, ou pedir ao Parlamento para optar por um candidato a primeiro-ministro depois de uma votação de pelo menos 61 dos 120 membros.

    O Azul e Branco acusou o Likud de "jogar slogans com o único objetivo de gerar apoio em preparação para arrastar Israel para outra rodada de eleições a pedido de Netanyahu".

    A eleição deste mês foi a segunda deste ano, depois que Netanyahu falhou em formar uma coalizão após as pesquisas de abril.

    Israel terá o feriado de dois dias de Rosh Hashaná a partir da noite de domingo e negociações sérias não são esperadas durante esse período.

    Benny Gantz, então chefe do Estado-Maior do exército israrelense, 14 de fevereiro de 2011
    © AP Photo / Sebastian Scheiner
    Benny Gantz, então chefe do Estado-Maior do exército israrelense, 14 de fevereiro de 2011

    Futuro incerto

    De acordo com o Likud, Gantz e Netanyahu haviam conversado por telefone, concordando que os negociadores de ambos os lados se encontrariam na manhã da próxima quarta-feira, seguidos de conversas entre os dois líderes. Já o Azul e Branco não confirmou a informação.

    O Likud quer negociar com base em um compromisso estabelecido por Rivlin para formar um governo de unidade, que leva em conta a possibilidade de Netanyahu ser indiciado por corrupção nas próximas semanas.

    A proposta pode fazer com que Netanyahu permaneça primeiro-ministro por enquanto, mas se afaste se for indiciado. Assim, Gantz entraria como ator principal nesse cenário.

    Netanyahu também diz que não abandonará os pequenos partidos de direita e religiosos que o apoiam no Parlamento, dando a ele um total de 55 cadeiras que lhe dão suporte como primeiro-ministro.

    Já o Azul e Branco diz que Gantz deve ser o primeiro-ministro primeiro sob qualquer acordo de rotação, já que terminou com o maior número de cadeiras nas eleições de 17 de setembro.

    O partido também afirma que não pode servir em um governo com um primeiro-ministro indiciado e insiste que o Likud negocie por conta própria, não em nome das partes menores que o apoiam.

    O Azul e Branco conquistou 33 assentos, um pouco à frente dos 32 do Likud, mas nenhum dos dois tem um caminho claro para uma coalizão majoritária.

    Gantz tem 54 membros do Parlamento apoiando-o como primeiro-ministro, mas 10 são de partidos árabes que dizem que não servirão no governo do ex-chefe militar.

    Rivlin encarregou Netanyahu de tentar formar um governo na quarta-feira e ele tem 28 dias para fazê-lo, com uma extensão possível de duas semanas.

    O impasse na votação ameaçou o reinado de Netanyahu como primeiro-ministro mais antigo de Israel.

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    Tags:
    impasse, política, negociações, parlamentarismo, Aliança Azul e Branca, Partido Likud, Reuven Rivlin, Benny Gantz, Benjamin Netanyahu, Israel
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