12:50 21 Julho 2018
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    Secretário-geral da Liga Àrabe, Nabil Elaraby

    Comunidade Internacional ignora o mundo árabe no debate sobre a Síria

    © AP Photo / Thomas Hartwell
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    A comunidade internacional toma decisões sobre a crise na Síria sem levar em conta as posições do mundo árabe, disse o ministro marroquino das Relações Exteriores, Nasser Bourita.

    "Hoje, infelizmente, a crise síria está sendo resolvida sem levar em conta a voz do mundo árabe. As decisões sobre o mundo árabe são tomadas fora dele. Esse é o principal desafio", disse Bourita a repórteres nos bastidores da Cúpula da Liga na Arábia Dhahran.

    Segundo o ministro, o mundo árabe precisa atualmente que sua voz seja ouvida para a solução da crise síria.

    A declaração final da Cúpula da Liga Árabe não acusou as autoridades sírias pelo suposto uso de armas químicas em Douma no início de abril, no entanto, os líderes árabes condenaram veementemente "o uso de armas químicas contra a nação síria" e exigem "a realização de uma investigação internacional independente".

    Na noite da sexta-feira (13), os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram ataques a vários alvos na Síria em resposta ao suposto uso de armas químicas na cidade de Douma. Os estados ocidentais acusaram as forças do presidente sírio Bashar Assad pelo incidente. A liderança síria negou qualquer envolvimento no ataque e convidou os especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para investigar as acusações.

    Os pontos de vista dos estados árabes sobre o ataque liderado pelos EUA diferem acentuadamente: Catar, Arábia Saudita e outros membros do Conselho de Cooperação do Golfo apoiaram os ataques à Síria, enquanto Líbano, Argélia e Iraque a condenaram. O Ministério das Relações Exteriores do Iraque pediu à Liga Árabe durante a cúpula que elabore uma posição clara em resposta aos ataques com mísseis dos Estados Unidos e seus aliados na Síria.

    De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os três países dispararam mais de 100 mísseis de cruzeiro e ar-terra, a maioria dos quais foi abatida pela defesa aérea síria. De acordo com Damasco, alega ter eliminado seus estoques de armas químicas, o ataque danificou a infraestrutura síria e deixou três civis feridos.

    O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou no sábado (14) que os ataques foram realizadas em violação das normas e princípios do direito internacional.

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    Tags:
    Guerra da Síria, Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Ministério da Defesa (Rússia), Nasser Bourita, Estados Unidos, Marrocos, Líbano, Catar, Argélia, Iraque, Arábia Saudita, Síria, EUA, França
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