09:16 16 Dezembro 2017
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    Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante 72ª Assembleia Geral da ONU

    Com Trump falando sobre acordo 'vergonhoso', China aponta para caos no Oriente Médio

    © AFP 2017/ TIMOTHY A. CLARY
    Oriente Médio e África
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    72ª sessão da Assembleia Geral da ONU (19)
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    O governo chinês advertiu que o rompimento do pacto nuclear com o Irã poderia agravar o caos no Oriente Médio.

    "Parar na metade do caminho será um duro golpe para a não proliferação e pode desencadear o maior caos no Oriente Médio", disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em uma reunião do grupo 5+1 e o Irã às margens da Assembleia Geral da ONU.

    Teerã e o Grupo 5 + 1 (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia + Alemanha) acordaram, em julho de 2015, o Plano de Ação Conjunto Integrado, que coloca limitações ao programa nuclear iraniano para excluir a sua possível dimensão militar. Em troca, os respectivos países concordaram em eliminar sanções internacionais.

    O chanceler chinês disse que "no mundo não existem acordos perfeitos" e pediu para que todas as potências signatárias do documento se concentrem nos "aspectos positivos" do pacto.

    A China se junta à Rússia, França e Alemanha, que defendem o cumprimento do pacto histórico com o Irã.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, em 19 de setembro, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, chamou o acordo nuclear de "vergonhoso", acrescentando ser um dos piores negócios em que os Estados Unidos já entraram.

    De acordo com o documento, o Irã deve manter suas reservas de urânio enriquecido a um grau de pureza de até 3,67% em um volume inferior a 300 Kg, bem como seus estoques de água pesada, que é um produto não radioativo, a menos de 130 toneladas métricas.

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    72ª sessão da Assembleia Geral da ONU (19)

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    Tags:
    armas nucleares, Plano de Ação Conjunto Integrado, Wang Yi, Donald Trump, EUA, Irã, China
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