17:00 13 Dezembro 2017
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    Preparativos para o referendo sobre a independência no Curdistão iraquiano

    Iraque diz que não permitirá a criação de 'um segundo Israel' no norte do país

    © REUTERS/ Azad Lashkari
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    O Iraque não permitirá que um "segundo Israel" seja formado no norte do país, disse o vice-presidente iraquiano Nouri al-Maliki sobre um referendo a respeito da independência do Curdistão.

    O referendo no Curdistão iraquiano foi criticado por vários países, incluindo o Iraque, o Irã e a Turquia, bem como a Liga Árabe.

    Israel, que é considerado um Estado inimigo de muitos países árabes, apoiou o plebiscito.

    "Temos de cancelar ou adiar o referendo porque é inconstitucional e não corresponde aos interesses do povo iraquiano em geral, nem dos curdos em particular. Não permitiremos a criação de um segundo Israel no norte do Iraque", disse al-Maliki, em uma reunião com o embaixador dos EUA no Iraque, Douglas Silliman.

    Anteriormente, a Casa Branca exortou os líderes do Curdistão a cancelar o referendo e dialogar com Bagdá.

    A mídia curda informou nesta semana que representantes dos Estados Unidos, França, Alemanha, e das Nações Unidas propuseram adiar o referendo em uma reunião com o presidente iraquiano do Curdistão, Masud Barzani.

    Barzani disse que, se ele não receber uma alternativa ao referendo, o mesmo será realizado na data agendada.

    O Curdistão iraquiano, com uma população estimada em cerca de 5 milhões, é a única região autônoma do Iraque.

    Seu status está consagrado na Constituição que foi aprovada em 2005, dois anos após a queda do regime de Saddam Hussein.

    A autonomia significa ter o seu próprio presidente, governo, parlamento e forças de defesa, a Peshmerga.

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    Tags:
    independência, diplomacia, política, referendo, Peshmerga, Douglas Silliman, Nouri al-Maliki, Bagdá, Israel, Curdistão, Iraque
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