06:04 26 Setembro 2017
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    A Syrian man is taken by civil defence workers to a small hospital in the town of Maaret al-Noman following a suspected toxic gas attack in Khan Sheikhun, a nearby rebel-held town in Syria’s northwestern Idlib province

    Cientistas britânicos confirmam uso de arma química através de amostras de Idlib

    © AFP 2017/ Mohamed al-Bakour
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    Cientistas britânicos encontraram substância semelhante a gás sarin em amostras obtidas na cena de um incidente químico na província de Idlib na Síria.

    "Cientistas de armas químicas… analisaram amostras obtidas de Khan Sheikhun, que testaram positivo para o agente neuro-sarin ou uma substância semelhante a sarina", disse o embaixador do Reino Unido na ONU, Matthew Rycroft ao Conselho de Segurança da ONU. "O Reino Unido compartilha, portanto, a avaliação dos EUA de que é altamente provável que o regime tenha sido responsável por um ataque com gás sarin contra Khan Sheikhoun em 4 de abril".

    Nesta imagem fornecida pela Marinha dos Estados Unidos, o destrutor de mísseis guiados USS Porter (DDG 78) lança um míssil de ataque de terra tomahawk no Mar Mediterrâneo, sexta-feira, 7 de abril de 2017.
    © REUTERS/ Robert S. Price/Courtesy U.S. Navy/Handout
    Na data referida, um incidente de armas químicas na província de Idlib, na Síria, matou cerca de 80 pessoas e feriu mais 200 civis.

    A Coligação Nacional Síria de Forças Revolucionárias e de Oposição, bem como uma série de estados ocidentais, acusou as tropas do governo sírio de realizarem o ataque, enquanto Damasco refutava essas alegações, com uma fonte do exército sírio dizendo à Sputnik que o exército não possuía armas químicas.

    O Ministério da Defesa russo disse em 5 de abril que o ataque aéreo perto de Khan Shaykhun pela força aérea síria atingiu um armazém terrorista que armazenou armas químicas para entrega no Iraque e pediu uma investigação adequada sobre o incidente ao Conselho de Segurança da ONU.

    O presidente russo, Vladimir Putin, disse no dia 6 de abril que as acusações sem fundamento quanto ao incidente de armas químicas no Idlib da Síria eram inaceitáveis ​​antes da investigação sobre o assunto ter sido realizada.

    No entanto, o incidente foi usado como pretexto para um ataque de mísseis dos EUA contra a base aérea de Ash Sha'irat realizada no final de 6 de abril. O presidente dos EUA Donald Trump caracterizou o ataque como uma resposta ao suposto uso de armas químicas pelas tropas do governo sírio O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que foi uma violação da lei internacional.

    O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, descreveu o ataque de mísseis dos EUA contra o aeródromo sírio como um erro estratégico.

    Premonição da guerra?

    Em uma entrevista exclusiva com a Fox Business, o presidente dos EUA, Donald Trump, culpou a situação atual na Síria sobre o apoio de Moscou a Assad, chamando o líder sírio de "animal".

    No início deste ano, o presidente sírio, Bashar Assad, disse que o governo do país nunca usou armas de destruição em massa, incluindo armas químicas, contra o povo sírio. Além disso, sob um acordo entre a Rússia e os Estados Unidos após o incidente com gás sarin em 2013, Damasco aderiu à Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas e concordou em destruir suas reservas sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

    Em janeiro de 2016, a OPAQ anunciou que todas as armas químicas na Síria haviam sido destruídas.

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    Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas, Fox Business, Coligação Nacional Síria de Forças Revolucionárias e de Oposição, Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Conselho de Segurança da ONU, Sputnik, Matthew Rycroft, Donald Trump, Aiatolá Ali Khamenei, Sergei Lavrov, Bashar Assad, Vladimir Putin, Khan Shaykhun, Estados Unidos, Idlib, Damasco, Iraque, Síria, Reino Unido
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