10:05 07 Julho 2020
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    Combates por Palmira recomeçam (19)
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    O Daesh, organização terrorista proibida na Rússia, conseguiu se aproximar de Palmira porque usou a chamada "tecnologia nebulosa" de deslocação furtiva, pensa o analista militar e docente da cátedra de Ciência Política e Sociológica na Universidade de Economia Plekhanov russa, Aleksandr Perendzhiev.

    Antes, uma fonte bem informada sobre a situação no local, informou à RIA Novosti, que os civis foram evacuados de Palmira, o exército governamental está envolvido em cobates ferozes nos arredores contra os combatentes do Daesh que entraram de novo na cidade. O Centro para a Reconciliação na Síria russo afirmou que mais de 4.000 militantes do Daesh se reagruparam e tentaram recuperar Palmira.

    "Na Síria os terroristas usam uma táctica aprimorada de deslocação em grupos pequenos, a chamada 'tecnologia nebulosa'. Eles se fingem de beduínos, civis ou até de soldados do exército sírio, vindo de deferentes direções e se concentram num lugar imperceptível. Isso resulta na concentração de uma força enorme num só ponto", afirmou Perendzhiev à RIA Novosti na segunda-feira (12).

    Ele acrescentou que na sequência de uso da deslocação dissimulada para perto de Palmira, os terroristas ganharam vantagem do efeito de surpresa, porque o exército sírio não tinha nem forças, nem tempo, para defender a cidade, sob a pressão dos militantes o exército teve que se proteger a si próprio.

    "Os terroristas capturaram assim mais do que uma cidade, mas nós ainda não podemos nos opor a isso, a academia de Estado-Maior não elaborou os sistemas definidos e eficazes contra essa táctica, por isso é necessário realizar um enorme trabalho analítico", indicou.

    Segundo disse ele, as tropas sírias, apesar da falta de informação sobre a deslocação dos terroristas, devem estar prontas para uma contraofensiva exatamente na região de Palmira, porque é perto essa cidade, a caminho de Raqqa, que se localizam as torres petrolíferas que os terroristas tencionam defender a qualquer preço.

    "O passo seguinte, depois da conquista de Aleppo, deverá ser a conquista destas jazidas, de onde o petróleo vai para os países árabes — Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU). Os protetores dos terroristas não tencionam os ceder, por isso foram destacados recursos e o ataque contra Palmira começou. No entanto, os militantes foram apoiados com assistência militar", apontou o interlocutor da agência.

    Segundo dados do Centro para a Reconciliação na Síria russo, os militantes deslocaram para Palmira forças significativas a partir da região de Raqqa, onde na semana passada os grupos controlados pelos EUA e pela coalisão internacional pararam as operações militares ativas contra os terroristas. Além disso, o Daesh deslocou reservas grandes e equipamento blindado da região de Deir ez-Zor para Palmira.

    De acordo com o centro, antes a inteligência revelou o deslocamento de cerca de 5.000 militantes de Mossul iraquiano para Raqqa e Deir ez-Zor.

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    Tags:
    grupos terroristas, deslocamento, tecnologia militar, militantes, ataque, Estado-Maior, Daesh, Deir ez-Zor, Raqqa, Palmira, Mossul, Síria, Rússia
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