00:51 18 Agosto 2019
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    Militantes armados leais aos rebeldes houthis, Sanaa, Iêmen, 20 de junho de 2016

    Iêmen diz que 'não se interessa' pelo cessar-fogo anunciado pelos EUA

    © AFP 2019 / MOHAMMED HUWAIS
    Oriente Médio e África
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    O cessar-fogo anunciado nesta terça-feira (15) pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, acordado entre os rebeldes houthis e a coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita, é inválido, segundo afirmou o chanceler iemenita, Abdel-Malek al-Mekhlafi, porque foi alcançado sem a participação do governo do Iêmen.

    "O governo iemenita não estava ciente nem se interessa pelo que o secretário de Estado dos Estados Unidos Kerry disse, que representa um desejo de frustrar os esforços de paz na tentativa de chegar a um acordo com os houthis excluindo o governo", disse al-Mekhlafi no Twitter. 

    No início do dia, Kerry anunciou que os rebeldes iemenitas houthis e a coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita concordaram em iniciar um cessar-fogo no dia 17 de novembro. Segundo Kerry, os lados também concordaram em trabalhar para formar um governo de união nacional iemenita antes do fim do ano.

    O Iêmen foi envolvido num conflito violento entre o governo liderado por Abd Rabbuh Mansur Hadi e o movimento xiita dos houthis, que são apoiados por unidades do exército leais ao ex-presidente do Iêmen Ali Abdullah Saleh. Desde março de 2015, a coalizão saudita formada principalmente por países do Golfo Pérsico vem realizando ataques aéreos contra os rebeldes, a pedido de Hadi.

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    Tags:
    conflito, rebeldes, acordo, trégua, cessar-fogo, ataques aéreos, coalizão internacional, houthis, Ali Abdullah Saleh, Abd Rabbuh Mansur Hadi, Abdel-Malek al-Mekhlafi, John Kerry, Arábia Saudita, Iêmen, EUA
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