06:15 17 Outubro 2018
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    Esplanada das Mesquitas (foto de arquivo)

    Israel suspende cooperação com UNESCO por causa de 'terrorismo'

    © AP Photo / Sebastian Scheiner
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    Israel acaba de suspender sua cooperação com a UNESCO, órgão das Nações Unidas que responde pela proteção da cultura mundial.

    Esta reação vem em resposta à decisão da UNESCO de deixar de reconhecer o vínculo entre a religião judaica e o Monte do Templo.

    A indignação foi geral em Israel, cujos políticos já acusaram o braço cultural da ONU de "antissemitismo".

    Um deles é o ministro da Educação, Naftali Bennett. Foi ele o autor da suspensão das relações.

    "Essa decisão nega a história e impulsiona o terrorismo. As pessoas que dão prêmios àqueles que apoiam a jihad em Jerusalém, na mesma semana que dois judeus foram assassinados, fomentam mais vítimas", ressaltou Bennett em uma carta.

    Prosseguindo, ele comparou a situação em torno do Monte do Templo à situação em Aleppo, na Síria, chamando a decisão da ONU de "terrorismo diplomático em Jerusalém".

    Por sua parte, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu disse que "o teatro do absurdo continua na ONU".

    "O que vai acontecer depois? Uma decisão da UNESCO que negará ligação entre manteiga de amendoim e gelatina? Entre Batman e Robin? Entre Rock e Roll?", disse ele no seu Twitter.

    A decisão da ONU foi aprovada na quinta-feira (13) por 24 votos a favor, seis contra e 26 abstenções. Os opositores foram os EUA, o Reino Unido, a Lituânia, a Holanda, a Alemanha e a Estônia.

    O Monte do Templo, chamado também de Esplanada das Mesquitas, é considerado por Israel como seu lugar mais sagrado, por lá se ter situado o Templo de Salomão, cujos edifícios já não existem. O que resta do templo é o Muro das Lamentações, que se encontra dentro da parte judaica da cidade de Jerusalém e é um lugar de adorações e orações regulares.

    Já no que toca às mesquitas, o Monte do Templo (ou a Esplanada) tem duas: a mesquita da Cúpula da Rocha (Haram al-Sharif) e a mesquita de Al-Aqsa. Estas mesquitas fazem da Esplanada o terceiro lugar mais sagrado para os muçulmanos.

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    Tags:
    judaísmo, islã, ONU, Naftali Bennett, Benjamin Netanyahu, Israel
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