11:16 07 Dezembro 2019
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    DF-41 da China

    Modesto arsenal nuclear da China está mudando, diz mídia

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    Revista britânica The Economist analisou o perfil do poder nuclear da China e apontou as modernizações por que o mesmo tem passado contrariando a tradicional visão de Mao Tsé-Tung.

    Após seu primeiro teste nuclear em 1964, o arsenal atômico chinês possui hoje 290 artefatos. Embora o número pareça grande, ele é um pouco menor que o da França ou o do Reino Unido.

    A razão disto seria a visão que os líderes chineses tradicionalmente tiveram sobre o seu poderio militar, conforme publicou a revista britânica The Economist.

    Desta forma, Pequim considerou por muitos anos que suas armas nucleares seriam o suficiente para dar conta de um ataque de retaliação. A princípio, como informou a mídia, nunca os chineses levaram em consideração atacar primeiro.

    Tal visão seria baseada na crença de Mao Tsé-Tung que em caso de guerra nuclear milhões de chineses ainda sobreviveriam, dando a oportunidade ao gigante asiático de contra-atacar.

    Mudança de visão

    No entanto, conforme explanou a revista britânica, a percepção que os chineses têm tido sobre o poder nuclear tem mudado. A razão disto estaria na saída dos Estados Unidos do tratado sobre Mísseis Antibalísticos (ABM, na sigla em inglês) em 2002.

    Além disso, as administrações Obama e Trump continuaram a investir intensivamente em programas de defesa antimíssil, o que tornaria os EUA menos vulneráveis a um ataque nuclear e poderia diminuir o poder de retaliação da China em caso de conflito.

    Entretanto, o desenvolvimento de mísseis cada vez mais sofisticados por outros países seria um incentivo para Pequim modernizar seu arsenal nuclear.

    Modernização

    Para contextualizar seu poderio nuclear, a China tem aumentado sua produção de armas atômicas, assim como criado novas tecnologias no setor.

    "[A China] dobrou seu arsenal nuclear na última década. Eles estão se esforçando para dobrar [seu arsenal] de novo até o final desta década", declarou à revista o diretor de inteligência do Comando Estratégico da América, contra-almirante Michael Brooke.

    Além disso, como demonstrado na celebração do 70º aniversário da República Popular da China em Pequim em 1º de outubro, o país tem logrado aprimorar seu poder de dissuasão.

    Durante o desfile militar, a estrela foi o míssil intercontinental DF-41, capaz de atingir qualquer parte do território americano.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    The Economist, Mao Tsé-Tung, submarino, arma nuclear, EUA, China
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