00:23 18 Novembro 2019
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    Soldados do Exército Popular de Libertação da China (PLA) na parada militar comemorativa do 90º aniversário do exército chinês, julho de 2017

    China terá exército de 'classe mundial' e responsabilidade com armas nucleares, diz documento

    © REUTERS / China Daily
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    Os Estados Unidos corroem a segurança global e busca "superioridade absoluta", mas Pequim não seguirá a "trilha batida" das grandes potências em busca de hegemonia, concentrando-se em ter um exército de "classe mundial", diz um novo documento militar chinês.

    A China acentuou seu tom para os EUA em um documento sobre defesa nacional lançado na quarta-feira. O documento, publicado pelo Ministério da Defesa, culpa Washington por adotar "políticas unilaterais", além de provocar a concorrência entre as principais potências mundiais.

    Pequim acredita que os EUA estão atrás de "inovações tecnológicas e institucionais em busca da superioridade militar absoluta", mas também enfraquece a "estabilidade estratégica global", investindo fortemente em ativos de defesa nuclear, espacial, cibernética e antimísseis.

    Nas vizinhanças da China, a situação parece ainda mais preocupante, observam os estrategistas locais, ressaltando que Washington continua fortalecendo suas alianças militares na Ásia-Pacífico e reforçando a "mobilização e intervenção militar".

    O documento naturalmente menciona Taiwan, onde "forças separatistas" representam "a mais grave ameaça imediata à paz e estabilidade" na área. Pequim "não prometerá renunciar ao uso da força" ao lidar com a ilha e "derrotará resolutamente qualquer um que tente separar Taiwan da China", adverte.

    Exército chinês
    © AFP 2019 / FREDERIC J. BROWN / AFP
    Exército chinês

    Por mais ameaçadoras que sejam as ambições geopolíticas dos EUA, a China nunca "seguirá o caminho das grandes potências em busca de hegemonia" ou buscará qualquer esfera de influência. Sendo um membro do clube nuclear desde a década de 1960, está comprometido "com uma política nuclear de não usar armas nucleares a qualquer momento e sob quaisquer circunstâncias".

    No entanto, o documento pede uma mudança rápida na estratégia militar da própria China. Admite que o Exército de Libertação do Povo "ainda está muito atrás das principais Forças Armadas do mundo" e corre o risco de ser pego de surpresa devido a um "crescente hiato de gerações tecnológicas".

    Para lidar com isso, a China deve atualizar suas forças militares até 2035, transformando-as totalmente em "forças de classe mundial em meados do século 21".

    A publicação vem de documentos semelhantes dos EUA que mostram a China como o adversário número um. O Pentágono adverte que Pequim - juntamente com a Rússia - está prestes a derrotar os EUA no ciberespaço, defesa aérea e tecnologia militar, habitualmente defendendo a entrada de mais dinheiro nas forças armadas.

    Enquanto isso, os EUA possuem o maior e mais poderoso exército do mundo, o que eclipsa o chinês. Estima-se que Washington tenha até 800 bases em mais de 70 países e territórios, comparado a uma instalação logística chinesa no Djibuti.

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    Tags:
    Ásia, hegemonia, militares, segurança, defesa, Forças Armadas, Exército, Rússia, Estados Unidos, Taiwan, China
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