09:04 22 Julho 2019
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    Imagem do Hwasong-14, míssil que a Coreia do Norte afirma ser de longo alcance (intercontinental), em teste realizado em 4 de julho de 2017

    Сientista político: Coreia do Norte 'não tem vergonha de demonstrar seus sentimentos'

    © REUTERS / KCNA/via REUTERS
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    O Departamento de Estado ordenou aos cidadãos norte-americanos que deixem a Coreia do Norte até ao dia 1 de setembro. O cientista político russo Sergei Zhuravsky disse que os EUA tomaram essa decisão para demonstrar sua disposição de aplicar medidas decisivas e duras.

    A proibição das viagens de cidadãos dos EUA para a Coreia do Norte entrará em vigor em 1 de setembro.

    Os cidadãos dos EUA que desejam viajar para a Coreia do Norte a partir de 1 de setembro terão que obter uma validação especial em seus passaportes, o que só será concedido em circunstâncias limitadas.

    Anteriormente, o Departamento de Estado apenas desaconselhava as viagens ao país de Kim Jong-un.

    O cientista político russo Sergei Zhuravsky acha que os EUA querem mostrar às autoridades norte-coreanas sua determinação de agir de forma dura.

    "Acho que estas ações dos EUA visam demonstrar suas posições duras em relação à Coreia do Norte. Não se trata, em minha opinião, de preparativos militares. É mais um aviso dos EUA dirigido às autoridades da Coreia do Norte sobre medidas decisivas. Como sabem, os EUA também recomendaram da mesma forma que se abstivessem de viagens à Rússia […] Pois, creio que é um mero jogo diplomático para demonstrar sua determinação", disse Zhuravsky ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    Segundo ele, a Coreia do Norte não ignorará as ações dos EUA.

    "Não descarto que a Coreia do Norte também responda de forma dura. Pode proibir completamente a entrada no seu território de cidadãos norte-americanos, pode anunciar ostensivamente mais um lançamento de míssil […] Pode ser seja o que for, porque ela [Coreia do Norte] não tem medo e não tem vergonha de demonstrar seus sentimentos. Há sugestões que os últimos mísseis criados na Coreia do Norte poderão atingir a Califórnia. Ainda é só conversa, porque não há provas técnicas. Mas falam disso e todos têm medo. Este método funciona. Por isso continuam falando. Nesta situação há quem ria e há quem acredite", sublinhou o cientista político.

    Quanto aos EUA, Zhuravsky acha que os Estados Unidos têm problemas em conseguir gerir tanto os processos internos como os externos.

    "Nos EUA, hoje a situação política interna é pouco clara. As últimas decisões do Congresso limitam as capacidades do presidente. Por isso, há algumas dúvidas sobre a governabilidade dos EUA, tanto diplomática como militar. Porque eles parecem estar lutando aqui, enquanto estão ameaçando a China e ao mesmo tempo estão prontos para intervir no Oriente Médio. Acho que há alguns problemas nos departamentos político e militar dos EUA", explica ele.

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    Tags:
    relações bilaterais, míssil, política, Departamento de Estado dos EUA, Congresso dos EUA, Donald Trump, Kim Jong-un, Coreia do Norte, EUA
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