19:15 16 Outubro 2021
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    Responsável pela defesa da presidenta Dilma Rousseff no processo de impeachment, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, avalia que a tese usada para afastar a presidenta perdeu "fôlego" e afirma que o governo continua com "pressa" para tirar o assunto da pauta.

    Para Adams, a decisão da equipe econômica de pagar as pedaladas fiscais ainda este ano ajuda a demonstrar que o governo está disposto a cumprir as orientações dos órgãos de controle e que o debate sobre a assinatura de decretos orçamentários é uma tentativa de criar uma "infração" que, na verdade, não existe.

    O advogado-geral argumenta ainda que não há consenso nem mesmo entre os partidos da oposição sobre a saída de Dilma e que um eventual impeachment da presidenta sem "unidade" poderia criar uma "fratura" institucional do País.

    "Um país que sofra um processo de cassação sem uma unidade é um país que se fratura, e essa é uma fratura política muito pesada, muito forte, muito complicada. Por isso que eu acho que esse processo de cassação não tem fôlego para sobreviver. Porque a sustentação dele é só política, não é jurídica", afirmou Adams à agência Estado.

    O advogado-geral da União diz ainda que o governo vai trabalhar para acelerar a conclusão do processo, mas admite que o ritmo do andamento do impeachment está nas mãos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente rompido com o Palácio do Planalto. "Pressa a gente tem. Mas o problema é que o processo está paralisado, e a retomada depende da Câmara", disse.

    Para ele, o governo não pode descuidar da articulação política em janeiro, mas deve aproveitar o recesso parlamentar para concentrar seus esforços na formulação de medidas para ajudar o País a superar a crise econômica.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    Brasil, Dilma Rousseff, Luís Inácio Adams, Eduardo Cunha, Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, impeachment
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