06:56 26 Outubro 2020
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    Pela primeira vez desde 2015 a população de Donbass ficou chocada ao ouvir explosões provenientes de sistemas de lança-foguetes múltiplos (MLRS). O bombardeio foi apenas o começo do horror que estava à frente para os civis. Correspondentes da RIA Novosti estavam no local para conversar com a população local sobre o incidente.

    © Sputnik
    Bombardeios em Donetsk

    Oleg, Donetsk

    Durante quatro dias Donetsk foi abalada por explosões e as as pessoas não conseguiam dormir à noite. Houve uma constante interrupção do fornecimento de água e eletricidade. A linha de frente é cerca de 5-7 km do centro da cidade.

    Nos últimos dois dias de bombardeios, várias escolas, dois hospitais, caldeiras e subestações de energia foram danificados.

    Hoje, devido ao bombardeio, duzentos mineiros de carvão trabalhavam em Zasyadko não puderam voltar para casas. 

    Apesar do bombardeio, as pessoas estão tentando continuar com sua vida e a maior parte da infraestrutura na cidade está funcionando. Embora, de acordo com Oleg tal atitude do povo é porque eles "desistiram da Ucrânia".

    "As pessoas estão além do pânico agora, mesmo assim, há um cheiro constante de explosivos queimados sobre a cidade", disse Oleg.

    Elena, Gorlovka

    "Há um silêncio completo em Gorlovka, mas o silêncio é muito tenso. Todo mundo sabe o que está acontecendo em Donetsk, é tudo muito semelhante a 2015. Às 2h ruas estavam vazias aqui, porque foi quando os bombardeios começaram pela última vez", disse Elena ao correspondente da RIA.

    Pozivnoy Lyolya, Donetsk

    "Desde as 15 horas, os cidadãos de Avdeevka estão sendo urgentemente e literalmente forçados a evacuar. Muitos não querem ir embora. Os militares ucranianos trouxeram uma enorme quantidade de equipamentos para a área, tanto que os carros nem sempre podem passar ", disse Lyolya.

    De acordo com ela, agora há uma sensação de pânico e histeria na cidade. Pelo terceiro dia tem acontecido ataques tanto durante o dia quanto durante a noite.

    “Em Avdeevka não há luz, aquecimento e mal há água corrente. O centro de enfermagem teve de ser evacuado” Lyolya disse.

    Anna, Donetsk

    Um programa especial foi estabelecido na Universidade Nacional de Donetsk até 2 de fevereiro. Os estudantes que são residentes dos distritos que são adjacentes à zona de combate não estão autorizados a assistir às aulas e  têm sistema de ensino a tempo parcial acontecendo agora.

    "Por volta das 14:00 — 14:10, houve bombardeios de artilharia no distrito Kievsky. Uma mulher idosa foi morta. Tudo aconteceu tão de repente que ela não teve tempo de reagir", disse Anna.

    Natalia, Makeevka

    "É apenas barulhento, muito barulhento e nada é claro. Hoje estou em casa. Só sei o que está sendo escrito nas mídias sociais. Não há realmente nenhuma informação, apenas rumores e, por vezes, pânico ", disse Natalia.

    Ela também disse foi até o centro da cidade. Lojas e transporte público estavam funcionando. Havia apenas alguma restrição de tráfego nas áreas perigosas.

    No início do dia, foi relatado que um motorista de ambulância e um paramédico foram feridos em um bombardeio na cidade ucraniana oriental de Donetsk.

    Na segunda-feira, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, teve que interromper sua visita à Alemanha devido à escalada da situação de segurança na linha de contato no leste da Ucrânia. Ele também pediu aos assessores que convocassem uma sessão extraordinária do Grupo de Contato Trilateral sobre a Ucrânia para discutir a situação.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na terça-feira que Moscou estava preocupada com as ações de Kiev na região de Donbass, acrescentando que as autoridades ucranianas estavam violando os acordos de paz de Minsk.

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    Acordos de Minsk, Grupo de Contato Trilateral sobre a Ucrânia, Universidade Nacional de Donetsk, Pyotr Poroshenko, Dmitry Peskov, Kievsky, Avdiivka, Zasyadko, Gorlovka, Minsk, Donetsk, Moscou, Ucrânia, Rússia
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