Presidente da Ucrânia está em Berlim, mas há combates em Donbass – coincidência?

© AFP 2022 / Aleksey FILIPPOVMilitares ucranianos na cidade de Avdeevka, Ucrânia
Militares ucranianos na cidade de Avdeevka, Ucrânia - Sputnik Brasil
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Primeiro, o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, viaja para Berlim. Em seguida, se agrava o conflito em Donbass – dezenas das pessoas morrem de ambos os lados.

Neste contexto, o deputado do Bundestag pelo partido A Esquerda, Andrej Hunko, partilha suas considerações sobre qual poderá ter sido o tema da conversa entre Poroshenko e a chanceler alemã, Angela Merkel.

"No princípio eu tentava adivinhar de que tratou o encontro de Pyotr Poroshenko com a chanceler Angela Merkel, mas depois, lendo as notícias sobre agravamento da situação no leste da Ucrânia, prestei atenção à proximidade temporânea entre esses dois eventos", declarou o deputado em entrevista à Sputnik Alemanha.

Hunko sugere que se tratou principalmente da manutenção das sanções antirrussas e garantir o apoio a Kiev por parte das autoridades alemãs — pois agora ainda não é claro qual será o rumo da política dos EUA em relação ao conflito em Donbass.

"Isso leva a uma forte suspeita de que, provavelmente, existe um interesse na escalada da situação", aponta o político.

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Andrej Hunko sublinha que a atitude em relação a esse assunto por parte da mídia alemã varia significativamente: "Por exemplo, uma expressão notável da atitude antirrussa é a descrição dos eventos pelo jornal Bild. Mas se falarmos de Stefan Braun, no seu artigo publicado no jornal Sueddeutsche Zeitung ele apresenta a suposição, citando representantes dos círculos governamentais da Alemanha, que ‘em grande medida a parte ucraniana também tem culpa' e que os militares ucranianos podem ter tentado mudar a situação na frente a seu favor. No entanto, essa expressão bastante é crítica e rara para a mídia alemã."

Se os EUA cancelarem as sanções antirrussas apesar da escalada em Donbass, seria desejável, segundo disse o político alemão, que a UE faça o mesmo.

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"Contudo, já há muito tempo que podemos ouvir vozes, desde logo após a vitória de Donald Trump nas eleições, declarando que a UE deve continuar uma política antirrussa, mesmo que sozinha", acrescentou.

Se essas vozes serão ouvidas, isso é uma boa questão. Segundo ele opina, o número dessas vozes, que são a favor da política atual e do apoio unilateral ao governo ucraniano, poderá aumentar no futuro.

"Isso significa que a UE tem sua própria política de confrontação em relação ao Oriente e que ela parece estar disposta a mantê-la", concluiu.

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No fim do dia de 31 de janeiro, o chefe da autoproclamada República Popular de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko, declarou que em um trecho de 50 quilômetros da linha de demarcação em Donbass foram travados combates entre a milícia popular e o exército ucraniano. Segundo as palavras dele, a parte ucraniana, que conduzia uma ofensiva em direção a Donetsk e Makeevka, sofreu muitas baixas.

O vice-ministro da Defesa da Ucrânia Igor Pavlovsky reconheceu de fato anteriormente que o Exército ucraniano está realizando uma ofensiva em Donbass. "Neste momento, os nossos combatentes avançam, metro a metro, passo a passo", disse ele se referindo à situação em Avdeevka.

Porém, o vice-ministro não falou sobre o cumprimento dos acordos de Minsk, em particular, sobre a retirada das armas pesadas da linha de contato.

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