Fernando Haddad, candidato à Presidência do Brasil, discursa durante um comício no Rio de Janeiro, em 1 de outubro de 2018

Haddad diz que campanha de Bolsonaro contra PT é 'tentativa de fraude eleitoral'

© REUTERS / Ricardo Moraes
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O candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, comentou nesta quinta-feira (18) a denúncia de que empresários partidários de Jair Bolsonaro (PSL) estariam financiando ilegalmente "disparos em massa" de mensagens contra o PT pelo WhatsApp.

O presidenciável petista classificou a denúncia como uma "tentativa de fraude eleitoral" e disse que irá apresentar denúncias à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral. 

De acordo com a denúncia, publicada na Folha de S.Paulo, um grupo de empresários partidários do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) está pagando por "disparos em massa" de mensagens pelo WhatsApp. Cada contrato para este fim chega a custar até R$ 12 milhões. A medida é ilegal porque a doação de empresarial para campanhas está proibida por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O que está hoje nos jornais não são indícios de que houve crime, são provas […] Não é um problema moral [apenas], é crime. É penal”, disse o candidato do PT. 

"Por meio de caixa 2, eles resolveram financiar uma campanha de difamação, de inverdades. Todas as mensagens do WhatsApp foram direcionadas a minha pessoa, com inverdades a meu respeito e a minha família. Eu acho extremamente grave. Eu nunca tinha visto isso acontecer nas campanhas eleitorais”, acrescentou. 

De acordo com a denúncia publicada na Folha de S. Paulo, uma das empresas contratadas por Bolsonaro para administrar grupos de WhatsApp tem uma estratégia para driblar a legislação brasileira. A AM4, que recebeu R$ 115 mil da campanha do presidenciável do PSL, cria números nos Estados Unidos para burlar as restrições ao tamanho de grupos e filtros de spam impostos pelo aplicativo no Brasil. 

O candidato Jair Bolsonaro se manifestou no Twitter na tarde desta quinta-feira sem citar diretamente a denúncia, se limitando a dizer que o PT "não conhece e não aceita" apoio voluntário. 

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Tags:
eleições, PT, WhatsApp, Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, Brasil
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