01:32 17 Setembro 2019
Ouvir Rádio
    Pintura 'Novamente espaço de manhã'Artista Andrei Sokolov (1931). Reprodução.

    Estranhas oscilações de 234 estrelas podem ser sinais alienígenas

    © Sputnik / Pavel Balabanov
    Mundo insólito
    URL curta
    12245
    Nos siga no

    Cientistas canadenses descobriram estranhas variações na iluminação de mais de duzentas estrelas que poderiam ser consideradas "sinais alienígenas" para atrair a atenção de forma significativa da humanidade, diz-se em um artigo publicado na revista Publicações da Sociedade Astronômica do Pacífico.

    Há mais de meio século, o astrônomo americano, Frank Drake, desenvolveu uma fórmula para calcular o número de civilizações na galáxia, com as quais seria possível desenvolver contato, tentando avaliar as chances de encontrar inteligência e vida extraterrestre.

    O físico Enrico Fermi, em resposta a grande possibilidade de contato interplanetário, defendido na teoria de Drake, formulou a tese, hoje conhecida como o paradoxo de Fermi: se há tantas civilizações extraterrestres, então por que a humanidade não observou nenhum vestígio delas?

    Veículos espacial Cygnus transportando mais de três toneladas de carga se aproxima da Estação Espacial Internacional em 9 de dezembro. A imagem foi publicada pela NASA no Twitter.
    © AP Photo / NASA/Scott Kelly
    Cientistas tentaram resolver este paradoxo de várias formas. A resolução mais popular seria a hipótese da "Terra única": a origem da vida e o surgimento de seres inteligentes somente seriam possíveis em um ambiente único, sendo de extrema importância, a repetição das peripécias da evolução do nosso planeta.

    Dois astrônomos canadenses, Ermanno Borra e Eric Trottier, pesquisadores da Universidade de Laval em Quebec, acreditam ter registrado possíveis sinais de civilizações extraterrestres através da descoberta de oscilações estranhas no espectro de centenas de estrelas, semelhantes ao nosso Sol em tamanho, brilho e tempo de vida.

    Tal conclusão foi possível graças à análise dos dados recolhidos de 2,5 milhões de astros da nossa galáxia, que foi realizada pelos autores do atlas Sloan com a ajuda de telescópios automáticos.

    Borra e Trottier deram atenção exclusiva às variações periódicas especiais no brilho das estrelas, que, como foi recentemente defendido pelos conhecidos planetólogos David Kipping e Alex Tichy, alienígenas podem "adicionar" brilho às estrelas para sinalizar a sua presença. Sendo assim, os poderosos feixes de luz, poderiam ter como alvo o planeta Terra ou outros sistemas estrelares.

    Os astrônomos conseguiram registrar as mudanças no brilho e nas propriedades espectrais em mais de duzentas estrelas, localizadas tanto perto da Terra como longe dela.

    "Estes sinais, detectados por nós, não são apenas semelhantes, mas têm forma exata como foi prevista por outros astrônomos e por nós durante pesquisas anteriores. O fato de tal façanha ser presenciada em apenas um número muito pequeno de estrelas, semelhantes ao sol, somente reforça sua ligação à origem extraterrestre", dizem os cientistas.

    Como reconhecem Borra e Trottier, tais declarações necessitam ser verificadas mais uma vez para que elas sejam reconhecidas pela sociedade de astronomia. No entanto, muitos astrônomos, como por exemplo, Seth Shostak, chefe do programa de observação do Instituto de Busca de Inteligência Extraterrestre (SETI, sigla em Inglês), acreditam ser pouco provável a utilização de tal técnica de sinalização em 234 civilizações alienígenas de uma só vez para sinalizar a existência das mesmas.

    De acordo com estimativas do SETI, a fidedignidade de tais observações pode receber uma nota na escala Rio de 1 a 10 pontos. O Instituto está se preparando para observar as estrelas em questão para desmentir as declarações de Borra e Trottier ou comprovar a teoria deles.

    Mais:

    Canal RT será o primeiro a mostrar vídeo panorâmico do espaço
    Tags:
    astronomia, alienígenas, alien, extraterrestre, estrelas, galáxia, espaço, Instituto SETI, Espaço
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar