03:24 23 Agosto 2019
Ouvir Rádio
    Garotas na favela de Manquinhos, no Rio de Janeiro, Brasil, assistem manifestação em prol da paz, exigindo o fim da violência entre traficantes e policiais.

    Desigualdade: 5 brasileiros têm riqueza equivalente à soma dos 104 milhões mais pobres

    © AP Photo / Silvia Izquierdo
    Mundo
    URL curta
    12101

    Dados de estudo divulgado nesta segunda-feira (22) por uma ONG britânica revela desigualdade crescente no país.

    O estudo aponta que 5 brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade mais pobre do país. Em números estimados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), essa metade equivale a 104 milhões de brasileiros.

    No ano passado, a entidade havia divulgado estudo semelhante que apontava um número de 6 brasileiros concentrando a mesma riqueza que a metade mais pobre. Ou seja, a desigualdade no Brasil pode ter aumentado. O patrimônio do grupo de 43 bilionários brasileiros cresceu 13% em 2017. No mesmo período, os mais de 100 milhões de integrantes da parte mais pobre do Brasil viram sua participação na riqueza nacional diminuir de 2,7% para 2%.

    A lista é liderada pelo empresário João Paulo Lemann, de 77 anos, sócio do fundo 3G capital. Ele é seguido de Joseph Safra, de 78 anos, Marcel Herrmann Telles, de 67 anos, Carlos Alberto Sicupira, 69 anos, e por fim Eduardo Saverin, o mais jovem, de 35 anos.

    A exclusividade de homens no topo da lista segue uma tendência mundial. A pesquisa aponta que 9 em cada 10 bilionários no mundo são homens. 

    Ainda segundo o estudo, o Brasil tem um total de 43 bilionários. A ONG utiliza dados da revista Forbes e do banco Credit Suisse.

    O relatório completo será divulgado amanhã, terça-feira (23). O resumo pode ser acessado aqui.

    Mais:

    Desigualdade: relatório diz que 1% da população possui metade da riqueza mundial
    Tags:
    racismo, concentração de riqueza, desigualdade, Oxfam, João Paulo Lemann, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar